Faringite Viral: Manejo Sintomático e Evitando Antibióticos

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021

Enunciado

Cristina, 18 anos de idade, procura atendimento na USF Primavera apresentando febre, dor de garganta, tosse e astenia há 2 dias, sem demais queixas. O médico da USF conhece o histórico da paciente e a mesma informa que está saindo com um menino. Cristina estava um pouco cansada e com febre (38,9° (), porém respirando e conversando normalmente. Ao exame físico se encontra com hiperemia de orofaringe sem exsudato amigdaliano, além de linfonodos cervical anterior e posterior dolorosos. Quanto ao tratamento medicamentoso, o médico recomenda à Cristina:

Alternativas

  1. A) Usar paracetamol ou prednisona para dor de garganta.
  2. B) Usar paracetamol e penicilina para dor de garganta.
  3. C) Usar paracetamol ou ibuprofeno para dor de garganta.
  4. D) Usar prednisona e penicilina para dor de garganta.
  5. E) Usar um aminoglicosídeo para tratamento.

Pérola Clínica

Faringite viral (sem exsudato, tosse, linfonodos cervicais) → tratamento sintomático com analgésicos/antipiréticos.

Resumo-Chave

O quadro clínico de Cristina (febre, dor de garganta, tosse, astenia, hiperemia sem exsudato, linfonodos cervicais) é altamente sugestivo de uma faringite viral. Nesses casos, o tratamento é sintomático, com analgésicos e antipiréticos como paracetamol ou ibuprofeno, sem indicação de antibióticos.

Contexto Educacional

O caso de Cristina apresenta um quadro clínico comum na atenção primária: febre, dor de garganta, tosse e astenia. A avaliação cuidadosa é fundamental para diferenciar uma infecção viral de uma bacteriana, evitando o uso desnecessário de antibióticos. A presença de tosse, a ausência de exsudato amigdaliano e a linfonodomegalia cervical anterior e posterior dolorosa (sugestiva de mononucleose infecciosa, um diagnóstico diferencial importante em jovens com múltiplos parceiros, embora não seja o foco principal da questão) são características que apontam fortemente para uma etiologia viral. A fisiopatologia da faringite viral envolve a replicação viral nas células da orofaringe, levando a inflamação local. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico. Em casos como o de Cristina, onde os sinais e sintomas são mais consistentes com uma infecção viral, testes diagnósticos adicionais para bactérias (como o teste rápido para estreptococo) geralmente não são indicados, a menos que haja forte suspeita clínica de etiologia bacteriana. O tratamento medicamentoso para faringites virais é exclusivamente sintomático. Analgésicos e antipiréticos como o paracetamol ou o ibuprofeno são eficazes para aliviar a dor de garganta e reduzir a febre, melhorando o conforto do paciente. É crucial educar o paciente sobre a natureza viral da infecção e a desnecessidade de antibióticos, reforçando a importância do uso racional de antimicrobianos e prevenindo a resistência.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para suspeitar de faringite bacteriana (estreptocócica)?

Critérios como exsudato amigdaliano, ausência de tosse, linfonodos cervicais anteriores dolorosos e febre alta, especialmente em crianças, aumentam a suspeita de faringite estreptocócica.

Por que não se deve usar antibióticos em faringites virais?

Antibióticos são ineficazes contra vírus, não aceleram a recuperação e podem causar efeitos colaterais, além de contribuir para o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Quais são as opções de tratamento sintomático para dor de garganta e febre?

Analgésicos e antipiréticos como paracetamol e ibuprofeno são as opções de primeira linha para aliviar a dor de garganta e reduzir a febre em faringites virais.

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