HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2024
Menino de 8 anos de idade é levado por sua mãe ao pronto-socorro por odinofagia importante associada a febre de 38,7ºC há dois dias. Nega coriza e tosse. O exame físico apresenta hiperemia amigdaliana, sem exsudatos nem petéquias, sem outras alterações semiológicas. Com base no caso, a conduta adequada com intuito de minimizar febre reumática para o paciente, sem incorrer em uso excessivo de antibióticos, é:
Suspeita faringite estreptocócica → Teste rápido. Positivo = ATB. Negativo = Cultura, ATB só se cultura positiva.
Para evitar febre reumática e o uso excessivo de antibióticos em faringites, a conduta ideal é testar para Streptococcus pyogenes. Um teste rápido positivo justifica o tratamento imediato, enquanto um negativo deve ser seguido por cultura de orofaringe, tratando apenas se a cultura for positiva.
A faringite estreptocócica, causada pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A - EBHGA), é uma infecção comum em crianças e adolescentes. Embora a maioria das faringites seja de etiologia viral, a identificação e o tratamento da faringite estreptocócica são cruciais para prevenir a febre reumática, uma complicação grave que pode levar a danos cardíacos permanentes. O diagnóstico clínico da faringite estreptocócica pode ser desafiador, pois os sintomas se sobrepõem aos de faringites virais. A presença de odinofagia importante, febre, hiperemia amigdaliana (com ou sem exsudatos), e ausência de tosse ou coriza sugere EBHGA. Para um diagnóstico preciso e para evitar o uso desnecessário de antibióticos, recomenda-se a realização de testes laboratoriais. A conduta adequada envolve a prova rápida de detecção de antígeno estreptocócico (PRDA). Se positiva, o tratamento com antibióticos (geralmente penicilina) deve ser iniciado imediatamente. Se a PRDA for negativa, especialmente em crianças, a cultura de orofaringe deve ser coletada, e o antibiótico só deve ser iniciado se a cultura for positiva. Essa abordagem minimiza o risco de febre reumática e promove o uso racional de antibióticos, combatendo a resistência antimicrobiana.
Os critérios de Centor modificados incluem exsudato amigdaliano, linfonodos cervicais anteriores dolorosos, ausência de tosse, história de febre e idade (3-14 anos).
O tratamento com antibióticos é crucial para erradicar o Streptococcus pyogenes da orofaringe e, assim, prevenir as complicações não supurativas, principalmente a febre reumática.
A prova rápida oferece resultado em minutos com boa especificidade, mas sensibilidade variável. A cultura é o padrão-ouro, com alta sensibilidade e especificidade, mas leva 24-48 horas para o resultado.
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