Faringite Estreptocócica: Diagnóstico e Prevenção da Febre Reumática

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2024

Enunciado

Menino de 8 anos de idade é levado por sua mãe ao pronto-socorro por odinofagia importante associada a febre de 38,7ºC há dois dias. Nega coriza e tosse. O exame físico apresenta hiperemia amigdaliana, sem exsudatos nem petéquias, sem outras alterações semiológicas. Com base no caso, a conduta adequada com intuito de minimizar febre reumática para o paciente, sem incorrer em uso excessivo de antibióticos, é:

Alternativas

  1. A) Devido à baixa incidência de febre reumática no Brasil, caso não estejam disponíveis exames complementares para investigação adicional, não devem ser prescritos antibióticos, somente se piora clínica.
  2. B) Realizar prova rápida de antígeno estreptocócico. Caso seja positiva, iniciar tratamento. Caso seja negativa, deve ser coletada cultura de orofaringe, sendo o antibiótico prescrito somente após resultado positivo.
  3. C) Devido à incidência elevada de febre reumática em nosso meio é dispensável a realização de avaliação complementar devido à sua baixa sensibilidade, devendo a maior parte dos casos receber antibiótico empiricamente.
  4. D) Realizar prova rápida de antígeno estreptocócico. Caso seja positiva, iniciar tratamento. Caso seja negativa, coletar cultura de orofaringe e iniciar antibiótico imediatamente, sem necessidade de aguardar resultado, suspendendo-o caso a cultura seja negativa.
  5. E) Devido à baixa sensibilidade e especificidade da prova de antígeno estreptocócica, esta não deve ser realizada. Coleta-se a cultura de orofaringe e aguarda-se o resultado que demora cerca de 72 horas. Para minimizar a chance de febre reumática, deve-se iniciar antibioticoterapia imediatamente após sua coleta

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