UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Familiar de mulher de 86 anos informa que, há 4 dias, a paciente acordou à noite confusa e agitada, não reconhecendo a própria casa e alegando que o quarto estava cheio de cachorros barulhentos. Desde então, passou a necessitar de ajuda para fazer sua higiene pessoal, a não compreender as orientações e a perseverar na ideia de que precisava cuidar dos cachorros. Há 1 dia, está desatenta, apática, sonolenta, com dificuldade para deambular e com incontinência para fezes e urina. AP: ausência de distúrbios mentais prévios.Segundo o Confusion Assessment Method (CAM), para o diagnóstico do quadro descrito, são obrigatórios
Delirium (CAM) = Alteração aguda + Desatenção + (Pensamento desorganizado OU Nível consciência alterado).
O diagnóstico de delirium pelo CAM exige a presença de alteração aguda do estado mental e inatenção, além de pensamento desorganizado ou alteração do nível de consciência. É crucial para diferenciar de demência e outras condições psiquiátricas em idosos.
O delirium, ou síndrome confusional aguda, é uma condição neuropsiquiátrica comum em pacientes hospitalizados, especialmente idosos, caracterizada por uma alteração aguda e flutuante do estado mental, com distúrbio da atenção e da cognição. Sua prevalência é alta em UTIs e pós-operatório, e está associado a piores desfechos, incluindo aumento da mortalidade e tempo de internação. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado. O Confusion Assessment Method (CAM) é uma ferramenta validada e amplamente utilizada para o diagnóstico de delirium à beira do leito. Ele se baseia em quatro critérios: 1) Início agudo e curso flutuante; 2) Desatenção; 3) Pensamento desorganizado; e 4) Nível de consciência alterado. Para o diagnóstico de delirium, os critérios 1 e 2 são obrigatórios, e pelo menos um dos critérios 3 ou 4 deve estar presente. A desatenção é um dos achados mais consistentes e importantes. O manejo do delirium envolve a identificação e tratamento das causas subjacentes (infecções, desidratação, medicamentos), além de medidas de suporte e ambientais. Para residentes, é fundamental dominar o CAM para um diagnóstico preciso, diferenciando o delirium de outras condições como demência ou depressão, e iniciar as intervenções adequadas para melhorar o prognóstico do paciente e evitar complicações.
Os quatro critérios do CAM são: 1) Início agudo e curso flutuante, 2) Desatenção, 3) Pensamento desorganizado, e 4) Nível de consciência alterado. Para o diagnóstico, os critérios 1 e 2 são obrigatórios, e pelo menos um dos critérios 3 ou 4 deve estar presente.
Esses dois critérios são considerados as características centrais e mais consistentes do delirium. A alteração aguda e flutuante distingue o delirium de condições crônicas como a demência, enquanto a desatenção é um marcador primário da disfunção cerebral aguda.
O delirium tem um início agudo, curso flutuante, e afeta predominantemente a atenção. A demência, por outro lado, tem um início insidioso, curso crônico e progressivo, e afeta primariamente a memória e outras funções cognitivas, com a atenção geralmente preservada nas fases iniciais.
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