UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2016
Em uma comunidade onde a prevalência estimada do câncer de próstata é de 5%, foram rastreados 880 homens com a dosagem do antígeno de superfície prostática (PSA), onde foram encontrados 110 exames alterados, dos quais 33 foram confirmados como câncer de próstata pela biópsia.O número de falsos-positivos foi:
Falsos-positivos = Total de testes positivos - Verdadeiros positivos (confirmados).
O número de falsos-positivos representa indivíduos com teste alterado, mas sem a doença confirmada pelo padrão-ouro (biópsia).
A interpretação de testes diagnósticos é fundamental na prática clínica e na saúde coletiva. O rastreamento visa identificar precocemente doenças em indivíduos assintomáticos, mas nenhum teste é perfeito. O número de falsos-positivos é um indicador crítico da performance de um programa de rastreio, pois gera ansiedade no paciente e custos adicionais com exames invasivos. Na bioestatística, o falso-positivo está relacionado ao Erro Tipo I (alfa). Ao analisar dados de rastreamento, o médico deve ser capaz de distinguir entre a acurácia do teste e o impacto real na população. O cálculo simples (Total Positivos - Verdadeiros Positivos) é frequentemente cobrado em provas para testar a compreensão básica da tabela 2x2 de contingência diagnóstica.
Para encontrar o número de falsos-positivos, subtraímos o número de casos confirmados (verdadeiros positivos) do total de resultados positivos no teste de rastreamento. No exemplo do PSA, se 110 homens tiveram exames alterados e apenas 33 tinham câncer confirmado pela biópsia, os 77 restantes são classificados como falsos-positivos, pois o teste indicou a doença erroneamente.
A prevalência da doença em uma população influencia diretamente os Valores Preditivos. Em populações de baixa prevalência, como no rastreamento de câncer em assintomáticos, a probabilidade de um teste positivo ser um falso-positivo é maior. Isso ocorre porque, estatisticamente, há muito mais pessoas saudáveis que podem gerar resultados alterados por outros motivos do que pessoas realmente doentes.
Um resultado é considerado falso-positivo quando o teste de triagem (screening) apresenta um resultado 'positivo' ou 'alterado', mas o teste diagnóstico definitivo (padrão-ouro, como a biópsia) descarta a presença da patologia. É uma medida de erro do teste que impacta o custo emocional e financeiro do sistema de saúde.
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