PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021
Menina, 2 anos, apresentava febre, tosse, taquipneia e tiragem intercostal. Fez radiograma de tórax que demonstrou opacidade extensa no lobo inferior esquerdo, sem evidência de derrame. Iniciou tratamento hospitalar com penicilina IV há quatro dias, mas persiste com febre. Qual é a primeira conduta indicada para essa paciente?
Pneumonia pediátrica com febre persistente >48-72h pós-ATB → reavaliar e repetir RX tórax para complicações.
A persistência de febre após 48-72 horas de antibioticoterapia adequada para pneumonia bacteriana em crianças sugere falha terapêutica ou desenvolvimento de complicações. A primeira conduta é reavaliar clinicamente o paciente e realizar um novo radiograma de tórax para identificar possíveis complicações como derrame pleural, empiema, abscesso pulmonar ou atelectasia.
A pneumonia pediátrica é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças. O tratamento inicial é geralmente empírico, baseado nos patógenos mais comuns para a idade. A resposta ao tratamento é esperada em 48-72 horas, com melhora clínica e queda da febre. A persistência da febre ou piora clínica após esse período indica falha terapêutica. Nesses casos, a fisiopatologia pode envolver complicações como derrame pleural complicado, empiema, abscesso pulmonar, ou a presença de um patógeno não coberto pelo antibiótico inicial. O diagnóstico diferencial também inclui infecções virais ou condições não infecciosas. A conduta inicial diante da falha terapêutica é a reavaliação completa do paciente, incluindo exame físico detalhado e, fundamentalmente, a repetição do radiograma de tórax para identificar complicações. Somente após essa reavaliação, e se necessário, com exames adicionais, deve-se considerar a troca ou associação de antibióticos.
Sinais de falha terapêutica incluem persistência de febre alta, piora do estado geral, aumento do desconforto respiratório ou aparecimento de novas alterações no exame físico após 48-72 horas de tratamento antibiótico.
Repetir o radiograma de tórax é crucial para identificar complicações como derrame pleural, empiema, abscesso pulmonar ou atelectasia, que podem não responder ao tratamento inicial e exigem abordagens específicas.
As principais causas incluem complicações locais (derrame, empiema), infecção por patógeno resistente, diagnóstico incorreto (ex: infecção viral, corpo estranho), ou dosagem inadequada do antibiótico.
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