IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Menino de 4 anos está internado em enfermaria para tratamento de pneumonia. Na radiografia de tórax de entrada há imagem compatível com pneumonia lobar em base direita. Foi prescrita ampicilina endovenosa. Está no quarto dia de internação apresentando febre e sem melhora do estado geral. No exame clínico, regular estado geral, descorado 1+/4+, hidratado. Frequência respiratória: 46 ipm, saturação de oxigênio em ar ambiente: 93%. Ausculta pulmonar com estertores finos em terço médio de hemitorax direito e murmúrios vesiculares diminuídos em base direita. O restante do exame clínico é normal. Qual é a conduta para o caso nesse momento?
Pneumonia pediátrica sem melhora após 4 dias de ATB → repetir RX tórax para reavaliar e buscar complicações.
Em casos de pneumonia pediátrica com falha terapêutica (persistência de febre e sintomas respiratórios após 48-72h de antibiótico adequado), é fundamental reavaliar o quadro. A repetição da radiografia de tórax é crucial para identificar complicações como derrame pleural, empiema, abscesso pulmonar ou atelectasia, que podem justificar a falta de resposta ao tratamento inicial.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O tratamento empírico com antibióticos é a base da conduta, mas a falha terapêutica, definida pela ausência de melhora clínica após 48-72 horas de tratamento adequado, é um desafio comum que exige uma reavaliação cuidadosa. Quando uma criança com pneumonia não melhora, é crucial considerar diversas possibilidades. A primeira etapa é confirmar a adesão ao tratamento e a dose correta do antibiótico. Em seguida, deve-se investigar a presença de complicações, como derrame pleural, empiema, abscesso pulmonar, ou atelectasia, que podem ser detectadas por uma nova radiografia de tórax. A ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos em base direita, como no caso, sugere fortemente um derrame pleural. Outras causas de falha incluem resistência bacteriana, infecção por patógenos não cobertos pelo antibiótico inicial (ex: atípicos, virais, tuberculose), ou condições subjacentes (corpo estranho, imunodeficiência). A repetição da radiografia de tórax é fundamental para guiar a próxima etapa da conduta, que pode incluir a troca do antibiótico, drenagem de derrame, ou exames complementares para investigação etiológica.
A falha terapêutica é considerada quando há persistência de febre e sintomas respiratórios (taquipneia, desconforto) após 48 a 72 horas de tratamento antibiótico adequado. A piora clínica ou o surgimento de novos sintomas também indicam falha.
A repetição da radiografia de tórax é essencial para reavaliar a extensão da pneumonia e identificar complicações como derrame pleural (sugerido pelos murmúrios vesiculares diminuídos), empiema, abscesso pulmonar ou atelectasia, que podem estar impedindo a melhora clínica e exigir intervenções adicionais.
As principais causas incluem resistência bacteriana ao antibiótico inicial, infecção por patógenos atípicos ou virais, presença de complicações (derrame pleural, empiema, abscesso), corpo estranho aspirado, imunodeficiência subjacente ou diagnóstico inicial incorreto.
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