SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2019
Uma menina com 3 anos e 6 meses de idade, previamente higida, apresenta história de febre e tosse produtiva há 4 dias. A mãe trouxe a criança porque achou que ela estava cansada. Ao exame físico, apresenta temperatura axilar = 38,8°C, frequência respiratória = 46 irpm, ausência de tiragem subcostal e estridores. Na ausculta apresentou estertores crepitantes em base pulmonar esquerda. Após avaliação, foi prescrita a amoxicilina 50 mg/kg/dia de 8/8h e orientado o retorno caso não melhorasse. A mãe traz a criança por não ter melhora do quadro, após 48 h, e relata ter administrado o medicamento na dose e horários corretos. Não houve piora do quadro clinico pelo exame físico e nessa reavaliação foi feita uma radiografia simples de tórax que evidencia um padrão de consolidação em lobo médio sem derrame pleural. Qual a conduta clínica adequada para essa situação?
PAC pediátrica sem melhora em 48-72h com amoxicilina → aumentar dose amoxicilina + clavulanato (cobertura S. pneumoniae resistente).
A falha terapêutica em pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em crianças, após 48-72 horas de tratamento com amoxicilina em dose padrão, sugere resistência bacteriana, principalmente do Streptococcus pneumoniae. A conduta é escalar para amoxicilina em dose maior (80-90 mg/kg/dia) associada a clavulanato para cobrir cepas produtoras de beta-lactamase e S. pneumoniae com sensibilidade intermediária.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, sendo o Streptococcus pneumoniae o agente etiológico mais comum. O tratamento inicial para PAC não grave em crianças é a amoxicilina. É crucial reconhecer a falha terapêutica, que ocorre quando não há melhora clínica após 48-72 horas de antibioticoterapia adequada, para evitar complicações. A fisiopatologia da falha terapêutica frequentemente envolve a resistência bacteriana, especialmente do S. pneumoniae, que pode ser sensível à amoxicilina em doses mais altas ou necessitar de cobertura para beta-lactamases. O diagnóstico de falha terapêutica é clínico, baseado na persistência da febre e dos sintomas respiratórios. A radiografia de tórax pode ajudar a identificar complicações, mas a conduta inicial é otimizar o tratamento empírico. O tratamento da falha terapêutica na PAC pediátrica geralmente envolve o aumento da dose de amoxicilina para 80-90 mg/kg/dia, associada a clavulanato, para ampliar a cobertura. Em casos de piora clínica ou complicações, a internação e a antibioticoterapia intravenosa com ceftriaxona ou cefotaxima podem ser necessárias. A reavaliação clínica é fundamental para monitorar a resposta ao novo esquema terapêutico.
A falha terapêutica é definida pela ausência de melhora clínica (febre persistente, piora do desconforto respiratório) após 48-72 horas de tratamento antibiótico adequado.
Para pneumonia refratária ou suspeita de S. pneumoniae resistente, a dose de amoxicilina-clavulanato é de 80-90 mg/kg/dia de amoxicilina, dividida em duas ou três doses.
A internação é indicada se houver piora clínica grave, sinais de toxicidade, hipoxemia, complicações como derrame pleural extenso, ou falha à terapia oral de segunda linha.
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