Falha Terapêutica em PAC Pediátrica: Qual a Conduta?

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2018

Enunciado

Para o caso a seguir, qual a conduta mais adequada? Criança de 3 anos e 8 meses de idade foi levada ao pronto socorro infantil, com quadro de pneumonia adquirida na comunidade, em uso de amoxicilina 50mg/kg/dia há 72 horas, evolui com persistência dos picos febris, porém em bom estado geral.

Alternativas

  1. A) Colher hemograma completo e PCR, e aguardar.
  2. B) Raios-x sem, complicações, trocar antibiótico para amoxicilina + clavulanato ou cefalosporina de segunda geração; tratamento domiciliar.
  3. C) Raios-x de tórax sem complicações, trocar antibiótico para claritromicina; tratamento domiciliar.
  4. D) Ceftriaxona IM; tratamento domiciliar.
  5. E)  Ceftriaxona IV; internação.

Pérola Clínica

PAC pediátrica com falha à amoxicilina (72h febre persistente, bom estado geral) → trocar para amoxicilina-clavulanato ou cefalosporina 2ª geração.

Resumo-Chave

Em crianças com PAC em bom estado general que não respondem à amoxicilina após 48-72h (persistência da febre), a conduta é trocar para um antibiótico de espectro mais amplo, como amoxicilina-clavulanato ou uma cefalosporina de segunda geração, visando cobertura para germes produtores de beta-lactamase.

Contexto Educacional

A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em crianças é uma infecção respiratória comum, geralmente tratada com amoxicilina oral. No entanto, a falha terapêutica, definida pela persistência de febre e/ou piora clínica após 48-72 horas de tratamento inicial, é uma situação que exige reavaliação. É crucial diferenciar a falha real de uma resposta lenta, especialmente em pacientes que permanecem em bom estado geral. Quando uma criança com PAC, previamente tratada com amoxicilina, mantém picos febris mas está em bom estado geral, sem sinais de gravidade ou complicações no raio-x de tórax, a conduta mais adequada é a troca do antibiótico. Essa mudança visa cobrir patógenos que podem ser resistentes à amoxicilina, como cepas de Streptococcus pneumoniae com resistência intermediária ou Haemophilus influenzae produtores de beta-lactamase. As opções de segunda linha incluem amoxicilina-clavulanato ou uma cefalosporina de segunda geração, como cefuroxima. O tratamento pode ser mantido em regime domiciliar, evitando internações desnecessárias. A internação e o uso de antibióticos intravenosos são reservados para casos de piora do estado geral, sinais de gravidade, complicações ou falha à segunda linha de tratamento oral.

Perguntas Frequentes

Quando considerar falha terapêutica em pneumonia pediátrica?

A falha terapêutica é considerada quando há persistência de febre e/ou piora clínica após 48-72 horas de tratamento antibiótico adequado, especialmente se o estado geral do paciente não melhora.

Qual a conduta inicial para falha terapêutica em PAC pediátrica em bom estado geral?

A conduta inicial é trocar o antibiótico para um de espectro mais amplo, como amoxicilina-clavulanato ou uma cefalosporina de segunda geração (ex: cefuroxima), mantendo o tratamento domiciliar se o estado geral for bom.

Quais são os principais agentes etiológicos da PAC em crianças?

Os principais agentes são Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e, em menor grau, Staphylococcus aureus. Agentes atípicos como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae também podem ocorrer.

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