UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Criança, 2 anos de idade, é internada com diagnóstico de pneumonia. Após 72 horas de uso de penicilina cristalina endovenosa, a criança mantém febre e dispneia. Qual é o próximo passo para a condução do caso?
Pneumonia pediátrica sem melhora após 72h ATB → repetir RX tórax para reavaliar diagnóstico/complicações.
A persistência de febre e dispneia após 72 horas de tratamento com antibiótico de primeira linha para pneumonia em crianças indica falha terapêutica. O próximo passo mais adequado é repetir a radiografia de tórax para reavaliar a extensão da consolidação, identificar complicações como derrame pleural, empiema ou abscesso, e guiar a próxima conduta.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, e seu manejo adequado é fundamental. Quando uma criança com diagnóstico de pneumonia não apresenta melhora clínica (persistência de febre e dispneia) após 48-72 horas de tratamento com antibiótico de primeira linha, considera-se falha terapêutica. Essa situação exige uma reavaliação cuidadosa do caso. O primeiro passo na falha terapêutica é repetir a radiografia de tórax. Este exame de imagem é crucial para identificar complicações como derrame pleural (especialmente empiema), abscesso pulmonar, atelectasia ou pneumonia necrosante, que podem não ter sido evidentes na radiografia inicial ou que se desenvolveram durante o tratamento. A radiografia também pode sugerir um diagnóstico alternativo ou a presença de um corpo estranho. Com base nos achados da nova radiografia, a conduta pode incluir a troca do antibiótico para um espectro mais amplo (considerando resistência ou patógenos atípicos), drenagem de derrame pleural, ou a realização de exames mais avançados como a tomografia de tórax para melhor detalhamento das complicações.
A falha terapêutica na pneumonia pediátrica é geralmente definida pela persistência de febre, dispneia e outros sintomas respiratórios após 48-72 horas de tratamento com antibiótico adequado, ou pela piora do quadro clínico.
Repetir a radiografia de tórax permite reavaliar a extensão da consolidação, identificar complicações como derrame pleural, empiema, abscesso pulmonar ou atelectasia, e verificar se há um diagnóstico alternativo, fornecendo informações cruciais para a mudança de conduta.
As principais complicações que podem causar falha terapêutica incluem derrame pleural complicado (empiema), abscesso pulmonar, necrose pulmonar, pneumatocele, ou a presença de um agente etiológico resistente ao antibiótico inicial.
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