Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
A falha secundária Medicamentos Modificadores do Curso da Doença (MMCD), quando, após resposta satisfatória inicial da Artrite Reumatoide, há recidiva da doença, com piora da sua atividade. Podemos ACEITAR que:
Falha secundária MMCD (AR) = atividade moderada/alta (ICAD) após remissão/baixa atividade prévia com o mesmo fármaco.
A falha secundária de um MMCD na Artrite Reumatoide ocorre quando, após um período de boa resposta (remissão ou baixa atividade), a doença retorna a um estado de atividade moderada ou alta sob o mesmo tratamento. Isso difere da falha primária, onde nunca houve resposta adequada.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta principalmente as articulações, levando a dor, inchaço, rigidez e, se não tratada, a danos articulares irreversíveis e incapacidade. O tratamento visa induzir e manter a remissão ou baixa atividade da doença, utilizando principalmente os Medicamentos Modificadores do Curso da Doença (MMCDs), que podem ser sintéticos convencionais (csDMARDs), biológicos (bDMARDs) ou inibidores de JAK (tsDMARDs). A resposta ao tratamento com MMCDs pode variar, e é crucial diferenciar entre falha primária e falha secundária. A falha primária ocorre quando o paciente nunca atinge uma resposta satisfatória ao medicamento. Já a falha secundária, ou resistência terapêutica adquirida, é definida pela recidiva da doença com atividade moderada ou alta (avaliada por Índices Combinados de Atividade de Doença - ICAD) após um período inicial de resposta satisfatória, ou seja, remissão ou baixa atividade da doença induzida pelo mesmo medicamento. O reconhecimento da falha secundária é um ponto chave na prática reumatológica, pois indica a necessidade de reavaliar o plano terapêutico. O manejo pode envolver a otimização da dose, a troca para outro MMCD ou a introdução de uma nova classe de medicamentos, como os biológicos ou inibidores de JAK, para restaurar o controle da doença. Residentes devem estar aptos a monitorar a atividade da AR e a identificar precocemente a falha terapêutica para ajustar o tratamento e evitar a progressão da doença e o dano articular.
A falha primária ocorre quando o paciente não atinge uma resposta satisfatória ao tratamento com o MMCD desde o início. A falha secundária, por sua vez, acontece quando, após um período de resposta satisfatória (remissão ou baixa atividade), a doença retorna a um estado de atividade moderada ou alta sob o mesmo medicamento.
A atividade da doença é avaliada por Índices Combinados de Atividade de Doença (ICAD), como o DAS28 (Disease Activity Score 28), SDAI (Simplified Disease Activity Index) ou CDAI (Clinical Disease Activity Index). Esses índices incorporam contagem de articulações dolorosas e edemaciadas, avaliação global do paciente e marcadores inflamatórios.
Após a falha secundária, as opções de manejo incluem otimização da dose do MMCD atual (se aplicável), troca para outro MMCD convencional, adição de um segundo MMCD convencional, ou a introdução de um agente biológico ou inibidor de JAK, dependendo da gravidade da doença e das comorbidades.
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