Acalásia Esofágica: Diagnóstico e Sintomas Chave

SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2021

Enunciado

É a falha de relaxamento da musculatura esofágica. Essa doença é a mais bem compreendida de todos os distúrbios da motilidade esofágica. A tríade clássica de sintomas consiste em disfalgia, regurgitação e perda de peso. Pode ser diagnosticada pelo esofagograma abaixo. Trata-se do(a): 

Alternativas

  1. A) Esôfago em quebra-nozes.
  2. B) Adenocarcinoma de esôfago.
  3. C) Doença do refluxo gastroesofágico.
  4. D) Acalásia.

Pérola Clínica

Acalásia = falha relaxamento EEI + disfagia, regurgitação, perda peso + esofagograma 'bico de pássaro'.

Resumo-Chave

A acalásia é o distúrbio de motilidade esofágica mais bem compreendido, caracterizado pela falha de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e perda da peristalse esofágica. A tríade clássica de sintomas inclui disfagia para sólidos e líquidos, regurgitação de alimentos não digeridos e perda de peso, sendo o diagnóstico frequentemente auxiliado pelo esofagograma que mostra o 'bico de pássaro'.

Contexto Educacional

A acalásia é o distúrbio primário da motilidade esofágica mais bem caracterizado, representando uma condição crônica e progressiva que afeta a capacidade do esôfago de transportar alimentos para o estômago. Sua epidemiologia é relativamente rara, com incidência de cerca de 1 em 100.000 pessoas por ano, mas sua importância clínica reside na morbidade significativa que causa se não for diagnosticada e tratada adequadamente. A fisiopatologia central da acalásia envolve a degeneração seletiva dos neurônios inibitórios do plexo mioentérico no esôfago distal, levando à falha de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e à perda da peristalse esofágica. Os sintomas clássicos incluem disfagia para sólidos e líquidos, regurgitação de alimentos não digeridos e perda de peso. O diagnóstico é frequentemente sugerido pelo esofagograma, que pode mostrar o esôfago dilatado e o estreitamento do EEI (sinal do 'bico de pássaro'), e confirmado pela manometria esofágica de alta resolução, que demonstra a aperistalse e a ausência de relaxamento do EEI. O tratamento da acalásia visa aliviar os sintomas e prevenir complicações, como a dilatação esofágica progressiva. As opções incluem dilatação pneumática endoscópica, miotomia de Heller (cirúrgica ou endoscópica, como o POEM - Miotomia Endoscópica Peroral) e injeção de toxina botulínica. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a condição requer acompanhamento contínuo para monitorar a recorrência dos sintomas e o risco aumentado de carcinoma esofágico em longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da acalásia esofágica?

A tríade clássica de sintomas da acalásia esofágica consiste em disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação de alimentos não digeridos e perda de peso significativa devido à dificuldade de alimentação.

Como o esofagograma auxilia no diagnóstico da acalásia?

O esofagograma baritado é um exame chave que pode revelar a dilatação do esôfago proximal e o estreitamento do esfíncter esofágico inferior, criando a imagem característica de 'bico de pássaro' ou 'ponta de lápis'.

Qual é a fisiopatologia da acalásia?

A acalásia é causada pela degeneração dos neurônios inibitórios do plexo mioentérico de Auerbach no esôfago distal, resultando na falha de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e na perda da peristalse esofágica, impedindo a progressão do alimento para o estômago.

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