Falha de Progresso no Parto: Manejo com Ocitocina e Amniotomia

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022

Enunciado

Durante a evolução de trabalho de parto em primípara, foi constatada a ocorrência de falha de progresso no 1º estágio, constatada aos 7 centímetros de dilatação. Foi realizado amniotomia e, após duas horas não houve progressão da dilatação cervical. Foi oferecido para a parturiente o uso de ocitocina endovenosa. De acordo com as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal (Ministério da Saúde Do Brasil, 2017), a paciente deverá ser informada:

Alternativas

  1. A) O uso de ocitocina, associado ou não com a amniotomia, poderá diminuir o tempo da ocorrência do parto, mas NÃO irá determinar o tipo de parto.
  2. B) A parturiente deve ser encorajada a adotar posições verticalizadas, realização de enema e NÃO oferecimento de medidas  farmacológicas paraalívio da dor.
  3. C) Após a não progressão da dilatação após a realização de amniotomia, o uso de ocitocina endovenosa NÃO deve ser praticado  devido ao riscoiminente de sofrimento fetal agudo.
  4. D) No período expulsivo, mesmo na presença de puxos espontâneos e eficazes, a parturiente NÃO deve ser estimulada a realizá-los devido ao risco de rotura uterina decorrente do uso de ocitócitos.

Pérola Clínica

Falha de progresso no 1º estágio → ocitocina + amniotomia pode ↓ tempo parto, mas NÃO define via de parto.

Resumo-Chave

A ocitocina e a amniotomia são intervenções para acelerar o trabalho de parto em casos de falha de progressão, visando o parto vaginal. No entanto, sua utilização não garante o sucesso do parto vaginal nem impede a necessidade de uma cesariana, sendo importante informar a paciente sobre os objetivos e limitações.

Contexto Educacional

A falha de progresso no trabalho de parto é uma das principais indicações de cesariana, sendo crucial seu reconhecimento e manejo adequado para otimizar os desfechos maternos e neonatais. É definida pela ausência de dilatação cervical ou descida da apresentação fetal em um período de tempo esperado, apesar de contrações uterinas eficazes. O manejo da falha de progresso no primeiro estágio, especialmente na fase ativa, frequentemente envolve a amniotomia e o uso de ocitocina endovenosa. A amniotomia pode ser realizada para avaliar o líquido amniótico e, em alguns casos, acelerar o trabalho de parto. A ocitocina é utilizada para corrigir a dinâmica uterina inadequada, aumentando a frequência e intensidade das contrações. É fundamental que a paciente seja informada sobre os benefícios e riscos dessas intervenções. Embora possam diminuir o tempo total do trabalho de parto e aumentar as chances de parto vaginal, elas não determinam o tipo final de parto, que ainda pode evoluir para uma cesariana se a progressão não for restabelecida ou houver sofrimento fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar falha de progresso no trabalho de parto?

A falha de progresso no primeiro estágio do trabalho de parto é diagnosticada quando há ausência de dilatação cervical por um período prolongado, geralmente após 2 horas de dilatação ativa (≥ 6 cm) sem mudanças, ou 4 horas com contrações adequadas.

Qual o papel da ocitocina e amniotomia na falha de progresso?

A ocitocina é usada para aumentar a frequência e intensidade das contrações uterinas, enquanto a amniotomia pode acelerar o trabalho de parto ao liberar prostaglandinas e permitir o contato direto da apresentação fetal com o colo.

O uso de ocitocina e amniotomia garante o parto vaginal?

Não, o uso dessas intervenções visa otimizar a progressão do trabalho de parto e aumentar as chances de parto vaginal, mas não garante que o parto ocorrerá por essa via, podendo ainda ser necessária uma cesariana.

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