SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Observe o partograma abaixo e responda à questão. Considerando não haver defeitos de posição da apresentação, qual é a conduta a ser adotada? (VER IMAGEM).
Falha de progressão do trabalho de parto na fase ativa, sem defeitos de posição e sem resposta à ocitocina → cesariana.
Em um partograma com falha de progressão na fase ativa, mesmo sem defeitos de posição da apresentação, se a intervenção com ocitocina e/ou amniotomia não resultar em progressão adequada, a cesariana é a conduta indicada para evitar riscos maternos e fetais.
A avaliação contínua do trabalho de parto através do partograma é crucial para identificar distocias e intervir de forma adequada. Quando o partograma indica uma falha de progressão, mesmo na ausência de defeitos de posição da apresentação, é imperativo considerar as causas e as opções de manejo para garantir a segurança da mãe e do feto. A falha de progressão do trabalho de parto pode ser decorrente de contrações uterinas inadequadas, desproporção céfalo-pélvica (DCP) ou outras causas obstrutivas. Se a apresentação fetal está bem posicionada e as contrações são ineficazes, a ocitocina e a amniotomia podem ser tentadas para otimizar o trabalho de parto. No entanto, se após um período adequado de observação e intervenção, não houver progressão satisfatória, a cesariana torna-se a conduta mais segura. A decisão pela cesariana em casos de falha de progressão deve ser baseada em critérios claros, como a ausência de dilatação cervical ou descida fetal por um período prolongado na fase ativa, apesar da otimização das contrações. A persistência da falha de progressão aumenta o risco de sofrimento fetal, exaustão materna e outras complicações, justificando a intervenção cirúrgica para um desfecho favorável.
As principais indicações incluem parada secundária de dilatação, parada de descida, fase ativa prolongada refratária à ocitocina, e desproporção céfalo-pélvica (DCP).
Ocitocina e amniotomia são contraindicadas se houver suspeita de desproporção céfalo-pélvica grave, sofrimento fetal agudo, placenta prévia, ou prolapso de cordão, onde a cesariana é a conduta imediata.
A distocia por contrações inadequadas geralmente responde à ocitocina. A desproporção céfalo-pélvica, por outro lado, persiste mesmo com contrações uterinas adequadas e pode apresentar sinais como bossa e moldagem excessiva, não respondendo à ocitocina.
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