UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Menino, 15 meses de idade, mantém crescimento abaixo de -2DP (Peso, Estatura e IMC). A família se queixa de baixa aceitação alimentar. Lactente nasceu com 36 semanas de gestação, peso abaixo do Percentil 10 em curvas de crescimento intrauterino, sem intercorrências na evolução neonatal. Mãe fez tratamento para hipotireoidismo na gestação e ultrassom gestacional com 33 semanas identificou oligoidrâmnio. Previsão de estatura final = 167 cm. Exame físico sem alterações. Qual é a conduta mais adequada para a elucidação diagnóstica?
Lactente com falha de crescimento e histórico de oligoidrâmnio/RCIU → considerar causas renais e metabólicas, iniciar investigação com função renal e eletrólitos.
A falha de crescimento (peso, estatura e IMC abaixo de -2DP) em um lactente com histórico de restrição de crescimento intrauterino e oligoidrâmnio, sem outras alterações ao exame físico, sugere a necessidade de investigar causas sistêmicas, como doenças renais crônicas ou distúrbios metabólicos/eletrolíticos, que podem afetar o apetite e o crescimento. Exames de urina, ureia, creatinina e eletrólitos são um bom ponto de partida.
A falha de crescimento em lactentes, definida como peso, estatura ou IMC abaixo de -2 desvios-padrão, é um achado que exige investigação minuciosa. É crucial diferenciar entre causas primárias (intrínsecas ao crescimento) e secundárias (devido a doenças sistêmicas). A história perinatal, como prematuridade, baixo peso ao nascer, RCIU e oligoidrâmnio, pode fornecer pistas importantes sobre a etiologia. Neste caso, o histórico de oligoidrâmnio e RCIU levanta a suspeita de condições congênitas, incluindo malformações renais ou outras doenças que afetam o metabolismo e o crescimento. A baixa aceitação alimentar é um sintoma inespecífico, mas comum em diversas condições crônicas. Antes de investigar causas endócrinas mais raras, é prudente descartar condições sistêmicas mais prevalentes que afetam o crescimento e o apetite. A avaliação inicial deve incluir exames que rastreiem causas renais e metabólicas. Exame de urina tipo I pode indicar proteinúria, glicosúria ou alterações de pH sugestivas de acidose tubular renal. Ureia e creatinina avaliam a função renal, enquanto eletrólitos (sódio, potássio, cloreto, bicarbonato) podem revelar distúrbios como acidose metabólica ou hipocalemia, que são frequentemente associados à falha de crescimento em doenças renais crônicas. Essa abordagem sistemática garante que as causas mais comuns e tratáveis sejam identificadas precocemente.
As primeiras etapas incluem uma anamnese detalhada (histórico perinatal, alimentar, familiar), exame físico completo e exames laboratoriais básicos para rastrear causas comuns, como hemograma, eletrólitos, função renal (ureia, creatinina), exame de urina tipo I e função tireoidiana.
O oligoidrâmnio pode estar associado a malformações renais ou insuficiência placentária, que levam à restrição de crescimento intrauterino (RCIU). Essas condições podem predispor a problemas renais crônicos ou outras condições que afetam o crescimento e o desenvolvimento pós-natal.
Doenças renais crônicas podem causar falha de crescimento devido à acidose metabólica, distúrbios eletrolíticos (como hipocalemia), anemia e desnutrição. A avaliação da função renal e dos eletrólitos pode identificar condições como acidose tubular renal ou outras nefropatias que impactam o crescimento.
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