CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Paciente foi submetido a transplante penetrante de córnea há 65 dias, no entanto, durante esse período, o enxerto permaneceu com edema e opacidade, tendo sido caracterizada sua falência primária.Em relação ao caso, é correto afirmar:
Falência primária do enxerto (até 90 dias) → prioridade na reinscrição.
A falência primária, caracterizada por edema persistente pós-operatório, garante ao paciente prioridade legal para novo transplante no Brasil.
O transplante de córnea é um dos procedimentos de maior sucesso na medicina regenerativa, mas a falência primária do enxerto representa uma complicação frustrante tanto para o cirurgião quanto para o paciente. No Brasil, a gestão da fila de espera é rigorosamente controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A legislação reconhece que o insucesso precoce (falência primária) não deve penalizar o paciente com uma nova espera integral na fila eletiva. Por isso, estabeleceu-se o marco de 90 dias para que esses casos sejam reclassificados como prioritários. É essencial que o oftalmologista documente adequadamente o edema persistente e a ausência de melhora clínica para efetuar a notificação de priorização.
É a falha do enxerto em atingir a transparência desde o pós-operatório imediato, geralmente devido à disfunção endotelial do doador, trauma cirúrgico excessivo ou má preservação do tecido. Caracteriza-se por edema estromal persistente e opacidade.
De acordo com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) no Brasil, a falência primária ocorrida em até 90 dias após a realização do transplante é critério para priorização na fila de espera para um novo tecido.
Além da falência primária (até 90 dias), são critérios de prioridade: perfuração ocular, úlcera de córnea sem resposta ao tratamento clínico (descemetocele ou perfuração iminente) e opacidade corneana em pacientes com cegueira bilateral.
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