USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2020
Paciente de 42 anos apresenta falência ovariana prematura. Apresenta calores e sudorese noturnos, além de dispareunia. Qual das situações abaixo está associada com a terapia de reposição estrogênica?
FOP + TRH estrogênica → ↓ risco cardiovascular em mulheres jovens, além de prevenir osteoporose e aliviar sintomas.
Em mulheres jovens com falência ovariana prematura, a terapia de reposição estrogênica é crucial não apenas para aliviar sintomas vasomotores e geniturinários, mas também para proteger contra a perda óssea e, notavelmente, para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, que é elevado nessa população devido à deficiência estrogênica precoce.
A falência ovariana prematura (FOP), também conhecida como insuficiência ovariana primária, é caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Afeta cerca de 1% das mulheres e é uma condição clinicamente importante devido às suas implicações na fertilidade, saúde óssea e cardiovascular. O diagnóstico é feito pela presença de amenorreia por pelo menos 4 meses e níveis elevados de FSH (> 25 mUI/mL) em duas ocasiões, com intervalo de 4 semanas. A fisiopatologia da FOP envolve a depleção ou disfunção folicular, resultando em deficiência estrogênica. Os sintomas incluem calores, sudorese noturna, dispareunia, alterações de humor e infertilidade. A suspeita deve surgir em mulheres jovens com irregularidades menstruais ou amenorreia e sintomas menopáusicos. A deficiência estrogênica prolongada aumenta significativamente o risco de osteoporose e doenças cardiovasculares, tornando a intervenção precoce essencial. O tratamento da FOP é a terapia de reposição hormonal (TRH), que visa repor os hormônios ovarianos para aliviar os sintomas e prevenir as complicações a longo prazo. Em mulheres jovens com FOP, a TRH estrogênica (com progestagênio se o útero estiver intacto) está associada a um menor risco de doença cardiovascular, melhora da densidade óssea e alívio dos sintomas. É crucial para a saúde geral e qualidade de vida dessas pacientes, e os benefícios geralmente superam os riscos nesta população específica, diferentemente do perfil de risco-benefício em mulheres mais velhas.
Os sintomas da falência ovariana prematura são semelhantes aos da menopausa, incluindo calores, sudorese noturna, dispareunia, irregularidades menstruais ou amenorreia, alterações de humor e infertilidade.
A TRH é indicada na FOP para aliviar os sintomas vasomotores e geniturinários, prevenir a perda óssea (osteoporose) e reduzir o risco de doenças cardiovasculares, que é elevado devido à deficiência estrogênica precoce e prolongada.
Em mulheres jovens com FOP, os benefícios da TRH geralmente superam os riscos, protegendo contra osteoporose e doenças cardiovasculares. Os riscos de câncer de mama e eventos tromboembólicos são considerados menores do que em mulheres mais velhas na menopausa natural.
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