UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Um casal procura a clínica de reprodução humana após 4 anos tentando engravidar sem sucesso. A mulher tem 35 anos e o homem 43 anos, sem comorbidades. Ela refere que está sem menstruar há 9 meses. Os exames solicitados mostraram FSH=77 UI/mL; LH=42 UI/mL; Prolactina=16 ng/mL; biópsia ovariana com ausência de folículos. Espermograma do marido estava normal. Qual seria o diagnóstico e tratamento proposto?
FSH ↑, LH ↑, Prolactina normal, amenorreia <40 anos, ausência de folículos = Falência Ovariana Precoce → Oócitos de doadora.
Os achados de FSH e LH elevados com prolactina normal em uma mulher com amenorreia secundária e ausência de folículos ovarianos são diagnósticos de Falência Ovariana Precoce (FOP). Nesses casos, a única opção para gravidez é a utilização de oócitos de doadora, pois os ovários da paciente não produzem mais óvulos viáveis.
A Falência Ovariana Precoce (FOP), também conhecida como Insuficiência Ovariana Primária (IOP), é uma condição caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Clinicamente, manifesta-se por amenorreia secundária, sintomas de deficiência estrogênica (fogachos, secura vaginal) e infertilidade. A etiologia é multifatorial, incluindo causas genéticas, autoimunes, iatrogênicas (quimioterapia, radioterapia, cirurgia ovariana) e idiopáticas. O diagnóstico da FOP é estabelecido pela presença de amenorreia por pelo menos 4 a 6 meses em mulheres com menos de 40 anos, juntamente com níveis elevados de FSH (geralmente > 25-40 UI/mL) em duas dosagens com intervalo de 4 semanas, e níveis baixos de estradiol. A biópsia ovariana, embora não seja rotineiramente realizada, confirmaria a ausência de folículos. Para mulheres com FOP que desejam engravidar, a única opção viável é a utilização de oócitos de doadora, uma vez que seus seus próprios ovários não são capazes de produzir óvulos. O tratamento também envolve a terapia de reposição hormonal para aliviar os sintomas da deficiência estrogênica e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares.
A FOP é diagnosticada pela presença de amenorreia por pelo menos 4 a 6 meses antes dos 40 anos, associada a níveis elevados de FSH (geralmente > 25-40 UI/mL) em duas ocasiões separadas por 4 semanas, e níveis baixos de estradiol.
Na Falência Ovariana Precoce, os ovários da mulher não possuem mais folículos viáveis para produzir óvulos, tornando a gravidez com óvulos próprios impossível. A transferência de oócitos de doadora permite a gestação utilizando óvulos de uma mulher fértil.
Outras causas incluem gravidez, síndrome dos ovários policísticos (SOP), disfunções tireoidianas, hiperprolactinemia, amenorreia hipotalâmica (por estresse, exercício excessivo, baixo peso) e síndrome de Asherman. A dosagem hormonal e exames de imagem auxiliam na diferenciação.
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