SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2023
Sobre a falência ovariana precoce (FOP), assinale a alternativa INCORRETA:
FOP = hipogonadismo hipergonadotrófico antes dos 40 anos, não 45 anos.
A definição de Falência Ovariana Precoce (FOP) é hipogonadismo hipergonadotrófico (FSH elevado, estradiol baixo) que ocorre antes dos 40 anos de idade, e não antes dos 45 anos como afirmado na alternativa incorreta.
A Falência Ovariana Precoce (FOP), também conhecida como Insuficiência Ovariana Primária, é uma condição clínica e bioquímica caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. É um diagnóstico importante que afeta cerca de 1% das mulheres, com implicações significativas para a fertilidade, saúde óssea e cardiovascular, e bem-estar psicossocial. A fisiopatologia da FOP envolve a depleção ou disfunção dos folículos ovarianos, levando à diminuição da produção de estrogênio e progesterona. Em resposta a esses baixos níveis hormonais, a hipófise aumenta a secreção de gonadotrofinas (FSH e LH), resultando em um quadro de hipogonadismo hipergonadotrófico. As causas são variadas, incluindo genéticas (ex: Síndrome de Turner, pré-mutações do gene FMR1), autoimunes, iatrogênicas (quimioterapia, radioterapia, ooforectomia) e, na maioria dos casos, idiopáticas. O diagnóstico é estabelecido pela presença de amenorreia (ou oligomenorreia) por pelo menos 4 meses e dois valores de FSH > 25-40 mUI/mL (dependendo do laboratório) coletados com 4 semanas de intervalo, em mulheres com menos de 40 anos. O manejo inclui a terapia de reposição hormonal para mitigar os sintomas da deficiência estrogênica e proteger contra osteoporose e doenças cardiovasculares, além de aconselhamento sobre fertilidade.
A FOP é definida como a perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade, caracterizada por hipogonadismo hipergonadotrófico, ou seja, níveis elevados de FSH e níveis reduzidos de estradiol.
A etiologia da FOP é idiopática em até 90% dos casos. Outras causas incluem fatores genéticos (como Síndrome de Turner), autoimunes, iatrogênicos (quimioterapia, radioterapia, cirurgia ovariana) e infecções.
O diagnóstico laboratorial é confirmado pela presença de níveis elevados de FSH (geralmente > 25-40 mUI/mL em duas amostras com intervalo de 4 semanas) e níveis reduzidos de estradiol, em uma mulher com menos de 40 anos e amenorreia.
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