Falência Ovariana Precoce: Diagnóstico e Manejo da Amenorreia

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 30 anos com amenorreia secundária procura seu ginecologista. Ela se submete ao teste da progesterona que foi negativo. Após o estímulo com estrogênio e progestogênio, apresentou sangramento. As dosagens de FSH e LH mostraram níveis elevados. O diagnóstico provável é a

Alternativas

  1. A) amenorreia hipotalâmica.
  2. B) falência ovariana precoce.
  3. C) insensibilidade androgênica hipotalâmica.
  4. D) disfunção tireoidiana.

Pérola Clínica

Amenorreia secundária + progesterona negativo + estrogênio/progestogênio positivo + FSH/LH elevados = Falência Ovariana Precoce.

Resumo-Chave

A falência ovariana precoce (FOP) é diagnosticada em mulheres com amenorreia secundária antes dos 40 anos, caracterizada por níveis elevados de FSH e LH (hipogonadismo hipergonadotrófico) e ausência de sangramento após teste de progesterona isolado, mas com sangramento após estímulo estrogênico, indicando um útero responsivo.

Contexto Educacional

A amenorreia secundária é definida como a ausência de menstruação por um período de três ciclos menstruais ou seis meses em mulheres que já menstruaram previamente. É uma condição comum na ginecologia, com diversas etiologias, e sua investigação requer uma abordagem sistemática. A falência ovariana precoce (FOP), também conhecida como insuficiência ovariana prematura, afeta cerca de 1% das mulheres antes dos 40 anos e é uma causa importante de amenorreia secundária, infertilidade e sintomas de deficiência estrogênica. O diagnóstico da amenorreia secundária envolve uma série de testes hormonais. O teste da progesterona é o primeiro passo para avaliar a presença de estrogênio endógeno. Um teste negativo (ausência de sangramento) sugere deficiência estrogênica. Nesses casos, o próximo passo é o teste de estrogênio e progestogênio. Se houver sangramento após este teste, indica que o útero é responsivo e a causa da amenorreia é a falta de estrogênio. A dosagem de FSH e LH é crucial: níveis elevados (hipogonadismo hipergonadotrófico) apontam para uma falha ovariana primária, como a FOP, enquanto níveis baixos ou normais sugerem uma causa hipotalâmica ou hipofisária. O tratamento da FOP foca na reposição hormonal para aliviar os sintomas da deficiência estrogênica e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. Para residentes, é fundamental dominar a sequência diagnóstica da amenorreia secundária e saber diferenciar as causas com base nos resultados dos testes hormonais, especialmente a distinção entre FOP e amenorreia hipotalâmica, que têm prognósticos e manejos distintos.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para falência ovariana precoce (FOP)?

A FOP é diagnosticada em mulheres com menos de 40 anos que apresentam amenorreia por pelo menos 4 a 6 meses, associada a níveis elevados de FSH (geralmente > 25-40 mUI/mL) em duas ocasiões separadas por 4 semanas. A presença de sintomas de deficiência estrogênica também é comum.

Como os testes de progesterona e estrogênio/progestogênio auxiliam no diagnóstico da amenorreia secundária?

O teste da progesterona avalia a presença de estrogênio endógeno suficiente e um útero responsivo. Se negativo (sem sangramento), indica deficiência estrogênica ou problema uterino. O teste de estrogênio e progestogênio, se positivo (com sangramento), confirma que o útero é responsivo e que a amenorreia se deve à falta de estrogênio, direcionando a investigação para a função ovariana ou hipofisária/hipotalâmica.

Qual a diferença hormonal entre falência ovariana precoce e amenorreia hipotalâmica?

Na falência ovariana precoce, os ovários não respondem, levando a um feedback negativo diminuído sobre a hipófise, resultando em níveis elevados de FSH e LH (hipogonadismo hipergonadotrófico). Na amenorreia hipotalâmica, há uma disfunção no hipotálamo, que não libera GnRH adequadamente, levando a níveis baixos ou normais de FSH e LH (hipogonadismo hipogonadotrófico).

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