HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Em uma mulher de 32 anos com FSH sérico elevado associado a o quadro de amenorreia secundária, o diagnóstico mais provável é:
Mulher < 40 anos com amenorreia secundária + FSH elevado → Falência Ovariana Precoce.
A falência ovariana precoce (FOP) é definida pela perda da função ovariana antes dos 40 anos, resultando em amenorreia secundária e níveis elevados de FSH (devido à falha do ovário em responder aos estímulos hipofisários). É um diagnóstico de exclusão e requer investigação cuidadosa de suas causas.
A falência ovariana precoce (FOP), também conhecida como insuficiência ovariana prematura, é uma condição que afeta mulheres antes dos 40 anos, caracterizada pela perda da função ovariana. É uma causa importante de amenorreia secundária e infertilidade, com implicações significativas para a saúde da mulher. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são fundamentais para minimizar suas consequências. O diagnóstico da FOP é estabelecido pela presença de amenorreia secundária por pelo menos 4 a 6 meses e níveis elevados de hormônio folículo-estimulante (FSH) em duas dosagens, refletindo a tentativa da hipófise de estimular ovários que não respondem. O FSH elevado, em contraste com o FSH normal ou baixo da Síndrome do Ovário Policístico, é a chave diagnóstica. A investigação das causas subjacentes, como fatores genéticos ou autoimunes, é essencial. O tratamento da FOP foca na terapia de reposição hormonal (TRH) para aliviar os sintomas da deficiência estrogênica e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A questão da fertilidade é complexa e pode envolver técnicas de reprodução assistida com óvulos doados. Residentes devem estar cientes da importância do diagnóstico diferencial da amenorreia e das implicações da FOP para a saúde geral e reprodutiva da mulher.
Os critérios incluem amenorreia por pelo menos 4 a 6 meses, idade inferior a 40 anos e dois níveis de FSH sérico elevados (geralmente > 25-40 mUI/mL) coletados com pelo menos 4 semanas de intervalo.
As causas podem ser genéticas (ex: Síndrome do X frágil, anomalias cromossômicas), autoimunes (ex: tireoidite, doença de Addison), iatrogênicas (quimioterapia, radioterapia, cirurgia ovariana) ou idiopáticas, sendo esta última a mais comum.
As implicações incluem infertilidade, aumento do risco de osteoporose, doenças cardiovasculares, disfunção sexual e sintomas vasomotores da menopausa, exigindo terapia de reposição hormonal para mitigar esses riscos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo