Falência Ovariana Precoce: Diagnóstico e Critérios

INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015

Enunciado

Paciente 29 anos com amenorreia 2ª. Teste de progesterona negativo. Após estímulo com estrogênio e progestogênio, apresentou sangramento. As dosagens de LH e FSH mostraram níveis elevados. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Insensibilidade androgênica completa. 
  2. B) Amenorreia hipotalâmica. 
  3. C) Síndrome dos ovários policísticos.
  4. D) Falência ovariana precoce.

Pérola Clínica

Amenorreia 2ª + Teste progesterona neg + Estrogênio/progestogênio positivo + LH/FSH ↑ = Falência Ovariana Precoce.

Resumo-Chave

A falência ovariana precoce é caracterizada por amenorreia secundária antes dos 40 anos. O teste de progesterona negativo indica ausência de estrogênio endógeno suficiente, enquanto o sangramento após estímulo com estrogênio e progestogênio confirma um útero responsivo. Níveis elevados de LH e FSH são cruciais, pois indicam falha ovariana primária (gonadotrofinas elevadas tentando estimular ovários que não respondem).

Contexto Educacional

A falência ovariana precoce (FOP), também conhecida como insuficiência ovariana primária, é uma condição caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade, resultando em amenorreia, hipoestrogenismo e níveis elevados de gonadotrofinas. Afeta aproximadamente 1% das mulheres e tem um impacto significativo na fertilidade e na saúde óssea e cardiovascular. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado. O diagnóstico da FOP baseia-se na história clínica de amenorreia secundária e nos resultados laboratoriais. A dosagem de FSH elevada em duas ocasiões, com intervalo de 4 a 6 semanas, é o pilar diagnóstico. Testes de estímulo hormonal, como o teste de progesterona (que avalia a presença de estrogênio endógeno) e o teste combinado de estrogênio e progestogênio (que avalia a responsividade endometrial), são úteis para diferenciar as causas de amenorreia e confirmar a falha ovariana. O tratamento da FOP foca na reposição hormonal para mitigar os sintomas do hipoestrogenismo e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A questão da fertilidade é um desafio, e opções como a doação de óvulos podem ser consideradas. É fundamental que residentes compreendam a fisiopatologia e o algoritmo diagnóstico para oferecer o melhor cuidado a essas pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para falência ovariana precoce?

O diagnóstico de falência ovariana precoce é estabelecido pela presença de amenorreia secundária antes dos 40 anos, juntamente com níveis elevados de FSH (>25-40 mUI/mL) em duas dosagens com intervalo de 4-6 semanas.

Como os testes de progesterona e estrogênio/progestogênio auxiliam no diagnóstico da amenorreia?

O teste de progesterona avalia a presença de estrogênio endógeno suficiente; se negativo, indica hipoestrogenismo. O teste de estrogênio e progestogênio avalia a responsividade endometrial, confirmando que o útero é capaz de sangrar se estimulado hormonalmente.

Qual a diferença entre amenorreia hipotalâmica e falência ovariana precoce nos níveis de gonadotrofinas?

Na falência ovariana precoce (hipogonadismo hipergonadotrófico), os níveis de LH e FSH são elevados devido à falha ovariana primária. Na amenorreia hipotalâmica (hipogonadismo hipogonadotrófico), os níveis de LH e FSH são baixos ou normais, indicando um problema central na produção de gonadotrofinas.

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