FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
São complicações potencialmente fatais frequentemente associadas à falência hepática aguda, EXCETO:
Falência hepática aguda → complicações fatais: edema cerebral, sepse, coagulopatia. Hipoglicemia é comum, hiperglicemia com cetoacidose é rara.
A falência hepática aguda é uma condição grave com alta mortalidade, principalmente devido a complicações como edema cerebral, sepse e distúrbios de coagulação. A hipoglicemia é uma complicação metabólica frequente devido à disfunção hepática na gliconeogênese, enquanto a hiperglicemia grave com cetoacidose é atípica.
A falência hepática aguda (FHA) é uma síndrome rara, mas devastadora, caracterizada por disfunção hepática grave com encefalopatia e coagulopatia em pacientes sem doença hepática preexistente. É uma emergência médica com alta taxa de mortalidade, exigindo manejo em unidades de terapia intensiva e, frequentemente, transplante hepático. A compreensão de suas complicações é crucial para o manejo e prognóstico. As complicações da FHA são múltiplas e potencialmente fatais. O edema cerebral e a hipertensão intracraniana são as principais causas de morte, decorrentes do acúmulo de amônia e outros neurotoxinas. A infecção bacteriana e fúngica, levando à sepse, é extremamente comum devido à imunodeficiência associada à FHA e à translocação bacteriana. Distúrbios de coagulação, com alargamento do tempo de protrombina e INR elevado, são universais devido à síntese deficiente de fatores de coagulação pelo fígado doente, aumentando o risco de sangramentos. Metabolicamente, a hipoglicemia é uma complicação frequente e perigosa na FHA, resultante da incapacidade do fígado de realizar gliconeogênese e glicogenólise. Em contraste, a hiperglicemia grave com cetoacidose é uma complicação atípica da FHA, sendo mais associada a condições como diabetes mellitus descompensado. O manejo da FHA é de suporte, visando prevenir e tratar essas complicações, enquanto se aguarda a recuperação hepática ou a disponibilidade de um transplante.
As principais causas de morte na falência hepática aguda incluem edema cerebral com hipertensão intracraniana, sepse e falência de múltiplos órgãos, sangramento devido a coagulopatia grave e insuficiência circulatória.
A hipoglicemia é comum porque o fígado é o principal órgão responsável pela gliconeogênese e glicogenólise. Na falência hepática aguda, a capacidade do fígado de produzir e liberar glicose é severamente comprometida, levando a quedas perigosas nos níveis de glicose no sangue.
O fígado é o local de síntese da maioria dos fatores de coagulação (exceto o fator VIII e o fator de von Willebrand). Na falência hepática aguda, a produção desses fatores é drasticamente reduzida, resultando em um alargamento do tempo de protrombina (TP) e INR elevado, aumentando o risco de sangramentos graves.
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