Complicações da Falência Hepática Aguda: O Que Você Precisa Saber

FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021

Enunciado

São complicações potencialmente fatais frequentemente associadas à falência hepática aguda, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Hiperglicemia grave com cetoacidose
  2. B) Edema cerebral e hipertensão intrncraniana
  3. C) Infecção bacteriana e sepse
  4. D) Alargamento do tempo de protrombina e distúrbio de coagulação

Pérola Clínica

Falência hepática aguda → complicações fatais: edema cerebral, sepse, coagulopatia. Hipoglicemia é comum, hiperglicemia com cetoacidose é rara.

Resumo-Chave

A falência hepática aguda é uma condição grave com alta mortalidade, principalmente devido a complicações como edema cerebral, sepse e distúrbios de coagulação. A hipoglicemia é uma complicação metabólica frequente devido à disfunção hepática na gliconeogênese, enquanto a hiperglicemia grave com cetoacidose é atípica.

Contexto Educacional

A falência hepática aguda (FHA) é uma síndrome rara, mas devastadora, caracterizada por disfunção hepática grave com encefalopatia e coagulopatia em pacientes sem doença hepática preexistente. É uma emergência médica com alta taxa de mortalidade, exigindo manejo em unidades de terapia intensiva e, frequentemente, transplante hepático. A compreensão de suas complicações é crucial para o manejo e prognóstico. As complicações da FHA são múltiplas e potencialmente fatais. O edema cerebral e a hipertensão intracraniana são as principais causas de morte, decorrentes do acúmulo de amônia e outros neurotoxinas. A infecção bacteriana e fúngica, levando à sepse, é extremamente comum devido à imunodeficiência associada à FHA e à translocação bacteriana. Distúrbios de coagulação, com alargamento do tempo de protrombina e INR elevado, são universais devido à síntese deficiente de fatores de coagulação pelo fígado doente, aumentando o risco de sangramentos. Metabolicamente, a hipoglicemia é uma complicação frequente e perigosa na FHA, resultante da incapacidade do fígado de realizar gliconeogênese e glicogenólise. Em contraste, a hiperglicemia grave com cetoacidose é uma complicação atípica da FHA, sendo mais associada a condições como diabetes mellitus descompensado. O manejo da FHA é de suporte, visando prevenir e tratar essas complicações, enquanto se aguarda a recuperação hepática ou a disponibilidade de um transplante.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de morte na falência hepática aguda?

As principais causas de morte na falência hepática aguda incluem edema cerebral com hipertensão intracraniana, sepse e falência de múltiplos órgãos, sangramento devido a coagulopatia grave e insuficiência circulatória.

Por que a hipoglicemia é uma complicação comum na falência hepática aguda?

A hipoglicemia é comum porque o fígado é o principal órgão responsável pela gliconeogênese e glicogenólise. Na falência hepática aguda, a capacidade do fígado de produzir e liberar glicose é severamente comprometida, levando a quedas perigosas nos níveis de glicose no sangue.

Como a falência hepática aguda afeta a coagulação sanguínea?

O fígado é o local de síntese da maioria dos fatores de coagulação (exceto o fator VIII e o fator de von Willebrand). Na falência hepática aguda, a produção desses fatores é drasticamente reduzida, resultando em um alargamento do tempo de protrombina (TP) e INR elevado, aumentando o risco de sangramentos graves.

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