Falência Hepática Aguda: Causas, Diagnóstico e Manejo

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015

Enunciado

Em relação à falência hepática aguda, está ERRADO afirmar:

Alternativas

  1. A) Nos casos de hepatotoxicidade pelo acetaminofeno, deve ser administrada N- acetilcisteína, o mais precocemente possível.
  2. B) Penicilamina é o tratamento de escolha quando a causa é a doença de Wilson.
  3. C) Toxicidade por drogas, hepatites virais e doença hepática autoimune são as causas mais comuns.
  4. D) Trata-se de condição clínica na qual ocorre rápida deterioração da função hepática que resulta em relação do estado mental e coagulopatia em indivíduos sem doenças hepáticas sabidamente conhecida. 

Pérola Clínica

Falência hepática aguda por Doença de Wilson → tratamento inicial com plasmaférese ou diálise hepática, não penicilamina.

Resumo-Chave

A penicilamina é um quelante de cobre usado no tratamento crônico da Doença de Wilson, mas não é a terapia de escolha para a falência hepática aguda fulminante associada a ela, que requer medidas de suporte intensivo e, frequentemente, transplante hepático urgente.

Contexto Educacional

A falência hepática aguda (FHA) é uma condição grave caracterizada por rápida deterioração da função hepática, resultando em encefalopatia e coagulopatia em indivíduos sem doença hepática pré-existente. As causas mais comuns incluem hepatotoxicidade por drogas (especialmente acetaminofeno), hepatites virais (A, B, E) e doença hepática autoimune. É crucial o reconhecimento precoce para intervenção adequada. A fisiopatologia envolve necrose hepatocelular maciça, levando à perda da capacidade sintética e metabólica do fígado. O diagnóstico é clínico, laboratorial (elevação de transaminases, bilirrubinas, INR prolongado) e pela exclusão de doença hepática crônica. A encefalopatia hepática é um marcador prognóstico importante e a coagulopatia aumenta o risco de sangramentos. O tratamento é de suporte intensivo, visando prevenir e tratar complicações como edema cerebral, infecções e sangramentos. Em casos de hepatotoxicidade por acetaminofeno, a N-acetilcisteína deve ser administrada o mais rápido possível. Para outras causas, o transplante hepático é frequentemente a única opção curativa. A penicilamina, embora usada na Doença de Wilson, não é eficaz na fase aguda fulminante.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de falência hepática aguda?

As principais causas incluem hepatotoxicidade por drogas (como acetaminofeno), hepatites virais (A, B, E), doença hepática autoimune, isquemia hepática e, menos comum, Doença de Wilson.

Qual o tratamento inicial para falência hepática aguda por acetaminofeno?

O tratamento inicial e mais eficaz é a administração precoce de N-acetilcisteína, que repõe o glutation e desintoxica metabólitos tóxicos do acetaminofeno.

Por que a penicilamina não é o tratamento de escolha na falência hepática aguda por Doença de Wilson?

A penicilamina é um quelante de cobre para tratamento crônico. Na falência aguda por Doença de Wilson, a prioridade é o suporte intensivo e o transplante hepático, pois a penicilamina não age rápido o suficiente.

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