PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Em relação à falência hepática aguda, está ERRADO afirmar:
Falência hepática aguda por Doença de Wilson → tratamento inicial com plasmaférese ou diálise hepática, não penicilamina.
A penicilamina é um quelante de cobre usado no tratamento crônico da Doença de Wilson, mas não é a terapia de escolha para a falência hepática aguda fulminante associada a ela, que requer medidas de suporte intensivo e, frequentemente, transplante hepático urgente.
A falência hepática aguda (FHA) é uma condição grave caracterizada por rápida deterioração da função hepática, resultando em encefalopatia e coagulopatia em indivíduos sem doença hepática pré-existente. As causas mais comuns incluem hepatotoxicidade por drogas (especialmente acetaminofeno), hepatites virais (A, B, E) e doença hepática autoimune. É crucial o reconhecimento precoce para intervenção adequada. A fisiopatologia envolve necrose hepatocelular maciça, levando à perda da capacidade sintética e metabólica do fígado. O diagnóstico é clínico, laboratorial (elevação de transaminases, bilirrubinas, INR prolongado) e pela exclusão de doença hepática crônica. A encefalopatia hepática é um marcador prognóstico importante e a coagulopatia aumenta o risco de sangramentos. O tratamento é de suporte intensivo, visando prevenir e tratar complicações como edema cerebral, infecções e sangramentos. Em casos de hepatotoxicidade por acetaminofeno, a N-acetilcisteína deve ser administrada o mais rápido possível. Para outras causas, o transplante hepático é frequentemente a única opção curativa. A penicilamina, embora usada na Doença de Wilson, não é eficaz na fase aguda fulminante.
As principais causas incluem hepatotoxicidade por drogas (como acetaminofeno), hepatites virais (A, B, E), doença hepática autoimune, isquemia hepática e, menos comum, Doença de Wilson.
O tratamento inicial e mais eficaz é a administração precoce de N-acetilcisteína, que repõe o glutation e desintoxica metabólitos tóxicos do acetaminofeno.
A penicilamina é um quelante de cobre para tratamento crônico. Na falência aguda por Doença de Wilson, a prioridade é o suporte intensivo e o transplante hepático, pois a penicilamina não age rápido o suficiente.
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