Falência Hepática Aguda: Diagnóstico e Manejo Inicial

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Em relação à falência hepática aguda, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Nos casos de hepatotoxicidade pelo acetaminofeno, deve ser administrada N-acetilcisteína o mais precocemente possível.
  2. B) Penicilamina é o tratamento de escolha quando a causa é a doença de Wilson.
  3. C) Toxicidade por drogas, hepatites virais e forma hepato-esplênica de esquitossomose mansônica são as causas mais comuns.
  4. D) Trata-se de condição clínica na qual ocorre rápida deterioração da função hepática que resulta em alteração do estado mental e coagulopatia em indivíduos com doença hepática crônica.

Pérola Clínica

Falência hepática aguda = Encefalopatia + Coagulopatia (RNI > 1,5) em fígado previamente hígido.

Resumo-Chave

A falência hepática aguda exige reconhecimento rápido de encefalopatia e coagulopatia. No caso de paracetamol, a N-acetilcisteína é o antídoto de escolha, agindo como precursor de glutationa.

Contexto Educacional

A falência hepática aguda (FHA) é uma emergência médica rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pelo início súbito de disfunção hepática grave. A marca registrada é a presença de encefalopatia hepática e um RNI ≥ 1,5. É fundamental diferenciar a FHA da insuficiência hepática crônica agudizada, pois o prognóstico e a etiologia variam significativamente. O manejo inicial foca na identificação da causa e suporte intensivo em unidade de terapia fechada. No caso da toxicidade pelo acetaminofeno, a N-acetilcisteína deve ser iniciada mesmo se o tempo de ingestão for incerto ou superior a 8 horas, visando restaurar os estoques de glutationa e mitigar o dano oxidativo. Pacientes que não respondem ao tratamento clínico devem ser avaliados precocemente para transplante hepático de urgência.

Perguntas Frequentes

Como definir falência hepática aguda?

A falência hepática aguda é definida pela deterioração rápida da função hepática, manifestada por coagulopatia (RNI > 1,5) e qualquer grau de alteração do estado mental (encefalopatia) em um paciente sem cirrose prévia ou doença hepática preexistente, com duração de até 26 semanas.

Qual a dose de N-acetilcisteína no paracetamol?

O protocolo clássico de N-acetilcisteína endovenosa envolve uma dose de ataque de 150 mg/kg em 1 hora, seguida por 50 mg/kg em 4 horas e, finalmente, 100 mg/kg em 16 horas. O tratamento deve ser iniciado precocemente na suspeita de intoxicação por acetaminofeno.

Quais as principais causas de falência hepática?

As causas variam geograficamente, mas as principais incluem hepatites virais (A, B e E), toxicidade por drogas (especialmente acetaminofeno), toxinas (como o cogumelo Amanita phalloides), causas vasculares (Síndrome de Budd-Chiari) e hepatite autoimune.

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