UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
A fadiga relacionada ao câncer (FRC) é um dos sintomas mais comuns entre os pacientes oncológicos com grande incidência em consultas de emergência clínica. Em se tratando do tratamento da FRC, tem-se como mais apropriado:
FRC → Tratamento de primeira linha é não farmacológico: atividade física regular + terapia cognitivo-comportamental (TCC).
A fadiga relacionada ao câncer (FRC) é um sintoma debilitante e multifatorial. As intervenções não farmacológicas, como a prática de atividade física adaptada e a terapia cognitivo-comportamental, são consideradas a primeira linha de tratamento e possuem forte evidência de eficácia na melhora da qualidade de vida dos pacientes oncológicos.
A fadiga relacionada ao câncer (FRC) é um sintoma persistente e angustiante, subjetivo, que não é aliviado pelo repouso e que interfere nas atividades diárias. É um dos efeitos colaterais mais comuns do câncer e de seus tratamentos (quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, cirurgia), afetando a qualidade de vida de até 90% dos pacientes. A FRC é multifatorial, envolvendo inflamação sistêmica, anemia, distúrbios do sono, dor, depressão, desnutrição e disfunção endócrina. O diagnóstico da FRC é clínico, baseado na descrição do paciente e na exclusão de outras causas de fadiga. É crucial que os profissionais de saúde rastreiem e avaliem a fadiga regularmente. O manejo da FRC deve ser abrangente e individualizado. A primeira linha de tratamento, e a mais eficaz, consiste em intervenções não farmacológicas. Entre as intervenções não farmacológicas, a prática de atividade física regular e adaptada é fortemente recomendada, pois melhora a energia, o humor e a qualidade do sono. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) também é uma ferramenta valiosa, ajudando os pacientes a desenvolver estratégias de enfrentamento e a modificar pensamentos disfuncionais sobre a fadiga. Outras medidas incluem a otimização do sono, manejo da dor, aconselhamento nutricional e tratamento de comorbidades como anemia e depressão. O tratamento farmacológico, como o uso de estimulantes (metilfenidato) ou corticosteroides (dexametasona), é considerado em casos selecionados de fadiga grave e refratária, após falha das abordagens não farmacológicas.
As intervenções de primeira linha para a FRC são não farmacológicas, incluindo a prática de atividade física regular e adaptada à condição do paciente, e a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que ajuda a modificar padrões de pensamento e comportamento relacionados à fadiga.
A atividade física, mesmo em níveis moderados, tem demonstrado melhorar a energia, reduzir a fadiga, melhorar o humor e a qualidade do sono em pacientes com câncer, além de ter outros benefícios para a saúde geral. Deve ser adaptada individualmente.
O tratamento farmacológico, como o uso de estimulantes psicomotores (ex: metilfenidato) ou corticosteroides (ex: dexametasona), é geralmente reservado para casos de FRC grave e refratária às intervenções não farmacológicas, ou em situações específicas de cuidados paliativos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo