Cirurgia de Catarata em Hipermétropes: Manejo de Fluidos

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010

Enunciado

Na cirurgia de catarata realizada em olho alto hipermétrope, qual parâmetro, especificamente quando aumentado, facilitaria a cirurgia?

Alternativas

  1. A) Altura da garrafa
  2. B) Poder do ultrassom
  3. C) Taxa de fluxo
  4. D) Limite de vácuo

Pérola Clínica

Olho curto (hipermétrope) → ↑ Altura da garrafa = ↑ Estabilidade da câmara anterior.

Resumo-Chave

Em olhos com diâmetro axial curto, o aumento da altura da garrafa eleva a pressão de infusão, ajudando a aprofundar e estabilizar a câmara anterior durante a facoemulsificação.

Contexto Educacional

A cirurgia de catarata em olhos com hipermetropia alta é considerada de alto risco devido ao espaço intraocular limitado. O manejo da fluídica é o pilar para o sucesso do procedimento. A altura da garrafa determina a pressão de infusão; quanto mais alta, maior o volume de fluido entrando no olho, o que compensa a saída de fluido pelo vácuo e mantém a câmara formada. Além da fluídica, o cirurgião deve estar atento à possibilidade de efusão coroidiana intraoperatória, uma complicação grave nesses olhos. O uso de fórmulas de cálculo de LIO de quarta ou quinta geração (como Barrett Universal II ou Hill-RBF) é recomendado para evitar surpresas refracionais pós-operatórias.

Perguntas Frequentes

Por que aumentar a altura da garrafa em olhos curtos?

Em olhos hipermétropes altos (olhos curtos), o espaço de trabalho na câmara anterior é reduzido. Aumentar a altura da garrafa (ou a pressão de infusão em sistemas ativos) aumenta a pressão hidrostática dentro do olho. Isso ajuda a empurrar a íris e o cristalino para trás, aprofundando a câmara anterior e proporcionando maior estabilidade e segurança para as manobras cirúrgicas.

Quais os riscos da cirurgia de catarata no hipermétrope alto?

Os principais riscos incluem a câmara anterior rasa, que dificulta a capsulorrexe e aumenta o risco de lesão endotelial, e a síndrome de efusão uveal/hemorragia expulsiva devido à anatomia escleral mais espessa e congestão venosa. Além disso, o erro de cálculo da lente intraocular (LIO) é mais frequente nesses olhos.

Como evitar o colapso da câmara anterior durante a cirurgia?

Além de manter a altura da garrafa adequada para garantir a infusão, o cirurgião deve utilizar viscoelásticos dispersivos de alta qualidade para proteger o endotélio e manter o espaço. É crucial também ajustar o vácuo e o fluxo de aspiração para evitar o 'surge' (colapso súbito da câmara quando a oclusão da ponta do faco é rompida).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo