CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
A figura ilustra os parâmetros do aparelho de facoemulsificação durante a cirurgia de catarata. No caso da cirurgia em um paciente alto míope, para evitar-se a instabilidade da câmara anterior, entre as opções abaixo, recomenda-se:
Alto míope na faco → ↓ Altura da garrafa (infusão) para evitar câmara muito profunda e dor.
Em altos míopes, a complacência escleral e o grande volume vítreo favorecem o aprofundamento excessivo da câmara anterior sob alta pressão de infusão.
A cirurgia de catarata em pacientes com alta miopia apresenta desafios biomecânicos únicos. A fragilidade zonular e a maior profundidade da câmara anterior exigem um controle rigoroso da fluidonáutica. O valor '105' mencionado na questão geralmente refere-se à altura da garrafa ou ao alvo de pressão intraocular (IOP) em sistemas de infusão ativa. Ao reduzir a infusão, o cirurgião minimiza o risco de flutuações bruscas (surge) e evita o desconforto do paciente. Além disso, o controle do vácuo e do fluxo de aspiração deve ser equilibrado para manter a estabilidade do diafragma íris-cristalino, prevenindo complicações como a ruptura de cápsula posterior.
Para reduzir a pressão de infusão. Altos míopes têm olhos maiores e mais complacentes; pressões altas causam aprofundamento excessivo da câmara e estiramento zonular, gerando dor e dificuldade técnica.
É quando a pressão na câmara anterior empurra a íris contra a cápsula anterior do cristalino, impedindo a circulação de fluidos e mantendo a câmara artificialmente profunda.
Pode-se levantar gentilmente a borda da íris com um instrumento de segunda mão para equalizar as pressões entre a câmara anterior e posterior.
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