CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Quanto ao poder de ultrassom (US) do facoemulsificador, podemos afirmar que:
Poder do US na faco = Amplitude (excursão) da ponteira; a frequência é fixa.
O ajuste de 'poder' no facoemulsificador controla a distância percorrida pela ponteira (amplitude), enquanto a frequência de oscilação permanece constante, determinada pelo cristal piezoelétrico.
A facoemulsificação baseia-se na conversão de energia elétrica em energia mecânica ultrassônica através de cristais piezoelétricos. Essa energia é transmitida a uma ponteira que vibra em frequências ultrassônicas, fragmentando o núcleo da catarata por mecanismos de impacto direto e cavitação. O controle preciso do 'poder' é vital: um poder muito baixo pode ser ineficaz para núcleos densos, enquanto um poder excessivo aumenta a repulsão de fragmentos (chatter) e o risco de lesão térmica tecidual e perda de células endoteliais corneanas.
O parâmetro 'poder' controla a amplitude de vibração da ponteira, ou seja, a distância física que a ponta percorre para frente e para trás em cada ciclo. Quanto maior o poder selecionado, maior será essa excursão, aumentando a energia mecânica aplicada ao núcleo do cristalino.
Não. A frequência do ultrassom (geralmente entre 28 e 45 kHz) é determinada pelo design do cristal piezoelétrico na peça de mão e permanece constante. O cirurgião altera apenas a amplitude (através do poder) e o tempo de ativação (duty cycle).
Na verdade, quanto maior o poder do ultrassom, maior é a tendência de expulsão (repulsão) dos fragmentos da ponteira devido à força mecânica. A 'atração' dos fragmentos é dependente do vácuo e do fluxo de aspiração (dinâmica de fluidos), e não do poder do ultrassom.
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