CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Sobre a facoemulsificação podemos afirmar:
↑ Potência do ultrassom → ↑ Repulsão (chatter) dos fragmentos do cristalino.
O equilíbrio entre vácuo (atração) e ultrassom (repulsão) é vital. Reduzir a potência do US diminui a fuga de fragmentos da ponta da caneta.
A facoemulsificação moderna baseia-se no controle preciso da dinâmica de fluidos (fluídica). A interação entre a energia de ultrassom, que atua por impacto mecânico e cavitação, e o sistema de aspiração define a eficiência cirúrgica. Quando a ponteira está ocluída por um fragmento, o vácuo aumenta, permitindo que o ultrassom trabalhe com máxima eficácia. O fenômeno do colapso da câmara anterior (surge) ocorre quando uma oclusão é subitamente desfeita, causando uma queda abrupta na pressão intraocular. Para mitigar isso, deve-se aumentar a altura da garrafa de irrigação (pressão de infusão) ou utilizar sistemas de câmara estável, ao contrário do que sugere o erro comum de diminuir a altura da garrafa.
A fuga (ou 'chatter') ocorre quando a força mecânica e de cavitação gerada pela vibração da ponteira de ultrassom supera a força de atração gerada pelo vácuo e fluxo de aspiração. Isso repele o fragmento para longe da ponta.
Uma estratégia eficaz é reduzir a potência do ultrassom ou utilizar modos de energia pulsada/burst. Além disso, aumentar o vácuo ou o fluxo de aspiração melhora a 'followability' (capacidade de atrair e manter o fragmento na ponta).
O vácuo é responsável pela preensão e fixação do fragmento na ponteira. Ele não corta o tecido, mas o mantém imóvel para que a energia do ultrassom possa emulsificá-lo de forma eficiente.
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