CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Qual o poder do ultrassom (em porcentagem) e o limite de vácuo (em mmHg), respectivamente, são mais adequados para esculpir o sulco que antecede a quebra do núcleo, durante a técnica de stop and chop, na cirurgia de facoemulsificação?
Escultura no Stop and Chop = US contínuo alto (60%) + Vácuo baixo (40 mmHg).
Na escultura, utiliza-se alto poder de ultrassom para remover material e baixo vácuo para evitar a oclusão e movimentação indesejada do núcleo.
A técnica 'Stop and Chop', popularizada por Paul Koch, combina a segurança da escultura central com a eficiência do 'chopping'. A primeira fase requer a criação de um sulco profundo. Para isso, a dinâmica de fluidos deve priorizar a 'capacidade de corte' sobre a 'capacidade de sucção'. O uso de 60% de poder de ultrassom contínuo permite que a ponta emulsifique o tecido nuclear de forma fluida, enquanto o vácuo de 40 mmHg é suficiente apenas para aspirar os debris gerados, sem gerar força de atração que comprometeria a precisão do sulco.
Durante a escultura do sulco, o objetivo é 'esculpir' ou 'cavar' o núcleo sem deslocá-lo. Um vácuo baixo (ex: 40 mmHg) garante que a ponta do faco não oclua e não puxe o núcleo, mantendo a estabilidade da peça durante a criação do sulco.
O modo contínuo fornece uma entrega constante de energia, ideal para criar um sulco uniforme em núcleos mais densos. Isso facilita a progressão da ponta através do cristalino sem a necessidade de pressão mecânica excessiva.
Após a escultura e quebra do núcleo (chop), os parâmetros mudam drasticamente: o vácuo é aumentado significativamente (ex: >250 mmHg) para segurar os fragmentos, e o ultrassom pode ser usado em modos pulsados ou burst para aumentar a eficiência e proteger o endotélio.
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