UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
O extravasamento plasmático é um dos principais eventos fisiopatológicos na dengue e está relacionado à maior gravidade da doença. Clinicamente, a presença de vômitos persistentes, dor abdominal, hipotensão postural, entre outros sinais clínicos, são considerados sinais de alarme que traduzem o referido evento. São exames que confirmam o extravasamento plasmático na dengue
Dengue: Extravasamento plasmático → ↑ Hematócrito, ↓ Albumina, USG com derrames/ascite.
O extravasamento plasmático na dengue é um marcador de gravidade e pode ser confirmado por exames laboratoriais e de imagem. O aumento progressivo do hematócrito (hemoconcentração), a queda da albumina sérica e a detecção de derrames cavitários (pleural, pericárdico) ou ascite na ultrassonografia são evidências diretas desse fenômeno.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, e o extravasamento plasmático é o evento fisiopatológico central que distingue as formas graves da doença. A compreensão e o reconhecimento precoce deste fenômeno são vitais para o manejo adequado e a redução da mortalidade. O extravasamento plasmático ocorre devido a um aumento da permeabilidade capilar, levando à perda de plasma do compartimento intravascular para o intersticial. Clinicamente, manifesta-se por sinais de alarme como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e acúmulo de líquidos. Laboratorialmente, a hemoconcentração (aumento do hematócrito em 20% ou mais em relação ao basal ou a valores de referência) e a hipoalbuminemia são marcadores importantes. A ultrassonografia é uma ferramenta valiosa para identificar derrames pleurais, ascite e derrame pericárdico, confirmando o extravasamento. O manejo da dengue com sinais de alarme e dengue grave foca na reposição volêmica agressiva para compensar o extravasamento plasmático e prevenir o choque. O monitoramento contínuo do hematócrito, sinais vitais e diurese é essencial. A identificação precoce e a intervenção rápida são pilares para evitar a progressão para choque e outras complicações graves.
Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, sangramento de mucosas e aumento progressivo do hematócrito.
O hematócrito é crucial porque seu aumento progressivo (hemoconcentração) reflete o extravasamento plasmático, indicando perda de volume intravascular e risco de choque. Uma queda súbita após a fase de hemoconcentração pode indicar sangramento.
A ultrassonografia pode detectar acúmulo de líquidos em cavidades serosas, como derrame pleural, ascite e derrame pericárdico, que são manifestações diretas do extravasamento plasmático e indicam gravidade da doença.
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