CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Referente a Febre Hemorrágica da Dengue (FHD), qual é o fator determinante para o quadro da doença:
FHD: Extravasamento capilar é o evento fisiopatológico central que leva ao choque e hemorragias.
O extravasamento capilar é o evento fisiopatológico chave na Febre Hemorrágica da Dengue (FHD), levando à perda de plasma para o espaço extravascular. Isso resulta em hemoconcentração, hipovolemia, choque e, consequentemente, disfunção orgânica e hemorragias, sendo o principal determinante da gravidade da doença.
A Febre Hemorrágica da Dengue (FHD), atualmente classificada como Dengue Grave, representa uma forma mais severa da infecção pelo vírus da dengue, com alto potencial de morbimortalidade. Sua fisiopatologia é complexa, mas o evento central e determinante para o desenvolvimento do quadro grave é o extravasamento capilar. Este fenômeno ocorre devido a um aumento da permeabilidade vascular, resultando na perda de plasma do compartimento intravascular para o espaço extravascular, como cavidades pleurais e peritoneais. O extravasamento plasmático leva à hemoconcentração, hipovolemia e, se não tratado prontamente, ao choque hipovolêmico, conhecido como Síndrome do Choque da Dengue. Embora a trombocitopenia e as alterações da coagulação sejam achados frequentes na dengue, as hemorragias graves são, em grande parte, uma consequência da disfunção endotelial e do extravasamento capilar, que comprometem a integridade vascular. A identificação precoce dos sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos, é crucial para o manejo. O tratamento da Dengue Grave foca na reposição volêmica agressiva para combater a hipovolemia e o choque, monitorando de perto o hematócrito e os sinais vitais. A compreensão da fisiopatologia do extravasamento capilar é essencial para que os residentes possam realizar um diagnóstico precoce, estratificar o risco e instituir a terapia adequada, prevenindo a progressão para formas mais graves da doença e reduzindo a mortalidade.
Os sinais incluem hemoconcentração (aumento do hematócrito), derrame pleural, ascite, hipoalbuminemia e, em casos graves, choque hipovolêmico.
A perda de plasma para o espaço extravascular reduz o volume intravascular efetivo, levando à hipovolemia e, se não corrigida, ao choque, que é a principal causa de mortalidade na dengue grave.
Embora a trombocitopenia seja comum na dengue, as hemorragias graves são mais frequentemente resultado da disfunção endotelial e do extravasamento capilar, que afetam a integridade vascular, e não apenas da baixa contagem plaquetária.
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