UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Mulher de 35 anos de idade, sem queixas, foi submetida ao exame clínico admissional de uma empresa financeira, que resultou normal. Eletrocardiograma de rotina revelou 9 (nove) extras sístoles ventriculares isoladas. O ecocardiograma estava normal. O médico da empresa pede sua opinião para o caso. A decisão final é:
EV isoladas assintomáticas com coração estruturalmente normal → não tratar, apenas observar.
Extrassístoles ventriculares (EV) isoladas em pacientes assintomáticos e com ecocardiograma normal (coração estruturalmente saudável) são consideradas benignas. A conduta inicial é tranquilizar o paciente e não instituir tratamento farmacológico, pois o risco de eventos adversos dos antiarrítmicos supera o benefício.
Extrassístoles ventriculares (EV) são batimentos cardíacos prematuros originados nos ventrículos. São achados comuns em exames de rotina e podem ocorrer em indivíduos saudáveis, sem doença cardíaca estrutural. A prevalência de EV aumenta com a idade e pode ser influenciada por fatores como estresse, cafeína, álcool e distúrbios eletrolíticos. A importância clínica das EV depende fundamentalmente da presença de sintomas e da existência de doença cardíaca estrutural subjacente. Em pacientes assintomáticos, como no caso apresentado, e com um ecocardiograma que não revela doença cardíaca estrutural (coração "normal"), as extrassístoles ventriculares isoladas são geralmente consideradas benignas. Nesses casos, o risco de eventos adversos graves, como taquicardia ventricular sustentada ou morte súbita, é muito baixo. A fisiopatologia exata é muitas vezes idiopática, mas pode envolver focos de automaticidade aumentada ou reentrada em áreas de fibrose mínima ou tecido cicatricial não detectável por exames de rotina. A decisão final para extrassístoles ventriculares isoladas e assintomáticas em um coração estruturalmente normal é não tratar. O uso de medicamentos antiarrítmicos, como amiodarona ou betabloqueadores, não é recomendado devido aos seus potenciais efeitos colaterais significativos, que superam qualquer benefício em uma condição benigna. A conduta apropriada envolve tranquilizar o paciente, explicar a natureza benigna da arritmia e, se necessário, realizar acompanhamento clínico periódico. Exames como Holter de 24 horas ou teste ergométrico podem ser considerados para melhor caracterização se houver dúvidas ou sintomas, mas não são a primeira linha de tratamento.
As extrassístoles ventriculares são consideradas benignas quando ocorrem em pacientes assintomáticos, sem doença cardíaca estrutural subjacente (confirmado por ecocardiograma normal) e não são muito frequentes ou complexas.
A conduta inicial é tranquilizar o paciente, explicar a natureza benigna da condição e não instituir tratamento farmacológico, especialmente se o ecocardiograma for normal. O acompanhamento clínico periódico é suficiente.
Um eletrocardiograma de 12 derivações e um ecocardiograma são essenciais para avaliar a presença de doença cardíaca estrutural. Em casos de sintomas ou alta frequência, um Holter de 24 horas pode ser útil para quantificar e caracterizar as EV.
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