HST - Hospital Santa Teresa (RJ) — Prova 2018
Em se tratando de segurança e saúde no trabalho de profissionais de saúde, a exposição ocupacional a material biológico deve ser avaliada quanto ao potencial de transmissão do HIV e hepatites B e C. Assinale, dentre as afirmativas abaixo, aquela cujo texto contém alguma informação equivocada:
Exposição HIV em pele íntegra SEMPRE é considerada de NÃO-RISCO de transmissão.
A pele íntegra atua como barreira eficaz contra a maioria dos patógenos, incluindo o HIV. Para que haja risco de transmissão, é necessária uma porta de entrada, como lesões percutâneas, mucosas ou pele não íntegra.
A exposição ocupacional a material biológico é um tema crítico na segurança e saúde do trabalhador da área da saúde, com foco na prevenção da transmissão de patógenos como HIV, HBV e HCV. A compreensão dos riscos e das medidas de profilaxia é fundamental para proteger os profissionais e garantir um ambiente de trabalho seguro. A avaliação do risco envolve o tipo de exposição (percutânea, mucosa, pele não íntegra) e o tipo de fluido biológico envolvido. Os fluidos de risco para HIV incluem sangue, líquidos orgânicos com sangue visível e líquidos potencialmente infectantes como sêmen, secreção vaginal, líquor, e líquidos serosos. Fluidos como saliva, suor, lágrima, urina e fezes são considerados não infectantes, a menos que contenham sangue visível. A gravidade da exposição é maior com maior volume de sangue ou alta carga viral do paciente-fonte. O diagnóstico e a avaliação do risco são cruciais para decidir sobre a profilaxia pós-exposição (PEP). O tratamento e a conduta após uma exposição devem seguir protocolos estabelecidos, que incluem a limpeza imediata do local, notificação do acidente e avaliação médica para indicação de PEP, que deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras horas após a exposição. O acompanhamento sorológico do profissional exposto e do paciente-fonte é essencial para monitorar a possível soroconversão e garantir a intervenção adequada.
Os fluidos de risco incluem sangue, líquidos orgânicos contendo sangue visível, sêmen, secreção vaginal, líquor, e líquidos peritoneal, pleural, sinovial, pericárdico e amniótico. Saliva, suor e urina são de baixo risco, a menos que contenham sangue visível.
A conduta inicial envolve lavar o local com água e sabão (pele) ou soro fisiológico/água (mucosas), notificar o evento e avaliar a necessidade de profilaxia pós-exposição (PEP) com base no tipo de exposição e status do paciente-fonte.
Não, a exposição a material biológico em pele íntegra não é considerada de risco para transmissão de HIV, pois a pele intacta atua como uma barreira protetora eficaz contra o vírus.
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