FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Nos casos de exposições percutânea e cutânea, recomendam-se, como primeira conduta após a exposição à material biológico, os cuidados imediatos em relação à área atingida.
Exposição a material biológico: lavar exaustivamente com água e sabão; NÃO usar irritantes ou ampliar a lesão.
Após exposição a material biológico, a primeira conduta é lavar exaustivamente com água e sabão. É contraindicado o uso de substâncias irritantes (éter, hipoclorito, glutaraldeído) ou procedimentos que ampliem a área exposta (cortes, injeções locais), pois podem aumentar a absorção viral e a lesão tecidual.
A exposição a material biológico é um risco ocupacional significativo para profissionais de saúde, com potencial de transmissão de patógenos como HIV, HBV e HCV. A correta conduta pós-exposição é fundamental para minimizar o risco de infecção e garantir a segurança do trabalhador. A epidemiologia de acidentes com material biológico mostra que a maioria ocorre por perfurocortantes. A fisiopatologia da transmissão de patógenos após exposição depende de fatores como o tipo de material biológico, a via de exposição, a carga viral do paciente-fonte e a profundidade da lesão. Os cuidados imediatos visam reduzir a carga viral no local da exposição. A lavagem com água e sabão é eficaz na remoção mecânica de microrganismos e na diluição do material contaminado. É crucial evitar condutas que possam agravar a situação, como a utilização de substâncias irritantes que podem causar lesão tecidual e facilitar a penetração de patógenos, ou procedimentos invasivos que ampliem a área de exposição. Após os cuidados imediatos, a avaliação do risco e a indicação de profilaxia pós-exposição (PEP) devem ser realizadas por um profissional de saúde, seguindo os protocolos estabelecidos. O prognóstico é melhor com a adesão rigorosa às diretrizes.
A primeira e mais importante conduta é a lavagem exaustiva do local exposto com água e sabão. Para mucosas, deve-se lavar exaustivamente apenas com água ou solução salina fisiológica.
São contraindicados procedimentos que ampliem a área exposta (cortes, injeções locais) e a utilização de soluções irritantes como éter, hipoclorito, glutaraldeído, álcool 70% ou outros antissépticos que não sejam degermantes.
Substâncias irritantes podem causar lesão tecidual e inflamação, potencialmente aumentando a absorção de patógenos. Procedimentos invasivos, como cortes ou injeções, podem ampliar a área de contato e o risco de infecção.
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