ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 35 anos com IMC = 26 kg/m² apresenta lesão por arma branca em região anterior do abdômen, 7 cm acima e à esquerda da cicatriz umbilical, de cerca de 2 cm de diâmetro. Apresenta-se hemodinamicamente estável, e o exame físico do abdômen é normal. A próxima conduta a ser tomada nesse caso é:
Paciente estável com ferimento por arma branca → Exploração local para avaliar integridade da aponeurose.
Em traumas abdominais por arma branca em pacientes estáveis, a exploração local da ferida sob anestesia é o passo inicial para descartar penetração peritoneal através da avaliação da fáscia/aponeurose.
O manejo do trauma abdominal penetrante por arma branca (FAB) evoluiu para evitar laparotomias não terapêuticas. Em pacientes hemodinamicamente estáveis e sem sinais de irritação peritoneal, a exploração local sob anestesia é o padrão-ouro para determinar a penetração da fáscia profunda. Se a fáscia estiver intacta, a lesão é superficial e o paciente pode ser liberado após cuidados locais. Se houver violação da fáscia, o protocolo de observação seriada (exame físico repetido, hemograma) por 24 horas é amplamente aceito, visando identificar precocemente sinais de peritonite que indiquem a necessidade de intervenção cirúrgica. Esta abordagem seletiva reduz custos e morbidade hospitalar.
O objetivo primordial é verificar a integridade da aponeurose (fáscia profunda). Se a aponeurose estiver íntegra, o ferimento é considerado superficial, não houve penetração na cavidade peritoneal e o paciente pode receber alta após cuidados locais. Se houver violação, o protocolo de investigação prossegue.
A exploração local não deve atrasar a cirurgia em casos de instabilidade hemodinâmica, sinais de irritação peritoneal (peritonite), evisceração ou ferimentos por arma de fogo (que geralmente têm indicação cirúrgica direta ou propedêutica armada).
Caso a aponeurose tenha sido penetrada, o paciente deve ser mantido em observação clínica seriada por 24 horas (exame físico e hemograma) ou submetido a exames adicionais como lavado peritoneal diagnóstico ou TC, dependendo do protocolo institucional.
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