CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Os instrumentos cirúrgicos mostrados na figura foram inicialmente projetados para cirurgia de facoemulsificação com a função de:
Ganchos de íris → Padrão-ouro para expansão mecânica da pupila em cirurgias de catarata complexas.
Instrumentos de retração pupilar são essenciais para garantir a visualização do campo cirúrgico e a integridade da capsulorrexe em pacientes com midríase insuficiente.
A visualização adequada é o pilar da segurança na facoemulsificação. Uma pupila menor que 4-5mm aumenta significativamente o risco de ruptura de cápsula posterior e perda vítrea. Os ganchos de íris, geralmente feitos de nylon ou polipropileno, são inseridos através de quatro paracenteses limbares e engancham a borda pupilar, sendo fixados externamente por um batente de silicone. Além dos ganchos, existem dispositivos como o Anel de Malyugin, que realiza a expansão de forma circular e uniforme. A escolha entre eles depende da experiência do cirurgião e das características anatômicas do olho do paciente.
O uso é indicado quando a midríase farmacológica é insuficiente para permitir uma visualização segura da cápsula anterior e do núcleo cristaliniano. Causas comuns incluem uso de tamsulosina (IFIS), sinequias posteriores, pseudoesfoliação ou diabetes.
Os ganchos de íris permitem uma expansão personalizada e assimétrica se necessário, além de poderem ser inseridos através de incisões mínimas (paracentese). São úteis em casos onde a pupila não é perfeitamente circular ou há necessidade de retração localizada.
Os riscos incluem trauma ao esfíncter pupilar, resultando em irregularidades pupilares pós-operatórias (corectopia), atrofia de íris, sangramento (hifema) e aumento da inflamação intraocular no pós-operatório imediato.
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