SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A expansão tecidual cria condições para reconstrução de diversas modalidades. Entre elas, estão pacientes vítimas de queimaduras, traumas com grande perda de tecidos, reconstrução mamária etc. Na expansão tecidual,
Expansão tecidual → derme adelgaça, tecido subcutâneo atrofia, epiderme hiperplasia, fluxo sanguíneo aumenta.
A expansão tecidual é uma técnica de reconstrução que induz alterações histológicas significativas no tecido, como adelgaçamento da derme e atrofia do tecido celular subcutâneo, enquanto a epiderme sofre hiperplasia e o fluxo sanguíneo local aumenta, permitindo a obtenção de tecido extra com características semelhantes ao original.
A expansão tecidual é uma técnica valiosa na cirurgia reconstrutiva, permitindo a obtenção de tecido adicional com características de cor, textura e sensibilidade semelhantes às da área receptora. É amplamente utilizada em casos de grandes perdas teciduais, como em vítimas de queimaduras, traumas extensos e, notavelmente, na reconstrução mamária pós-mastectomia. O princípio baseia-se na capacidade da pele e tecidos moles adjacentes de se adaptarem ao estresse mecânico prolongado, resultando em um aumento da área superficial. Fisiologicamente, a expansão tecidual induz uma série de alterações. A epiderme responde com hiperplasia, ou seja, um aumento no número de células e na taxa mitótica, o que contribui para o ganho de área. A derme, por sua vez, sofre adelgaçamento, e o tecido celular subcutâneo pode apresentar atrofia. Crucialmente, há um aumento do fluxo sanguíneo local devido à angiogênese, o que garante a viabilidade do tecido expandido. Essas adaptações permitem que o cirurgião utilize o tecido expandido para cobrir defeitos maiores do que seria possível com o tecido original. Embora seja uma técnica eficaz, a expansão tecidual não é isenta de complicações, como infecção, extrusão do expansor, hematoma, seroma e necrose da pele. A seleção cuidadosa do paciente, o planejamento cirúrgico meticuloso e o acompanhamento pós-operatório são essenciais para o sucesso do procedimento. Para residentes, compreender a fisiologia da expansão tecidual e suas indicações e contraindicações é fundamental para aplicar essa técnica de forma segura e eficaz na prática clínica.
As principais indicações incluem reconstrução pós-queimaduras, traumas com grande perda de tecidos, reconstrução mamária após mastectomia e correção de grandes nevos ou cicatrizes.
A epiderme sofre hiperplasia (aumento de mitoses e celularidade), a derme adelgaça, o tecido celular subcutâneo atrofia e há um aumento da vascularização local por angiogênese.
Contraindicações relativas incluem áreas previamente irradiadas, tecidos com vascularização comprometida, infecções ativas e pacientes com expectativas irrealistas ou não colaborativos.
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