CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Com relação à exotropia intermitente, assinale a alternativa correta:
Exotropia Intermitente → Fusão bifoveal presente na fase de alinhamento; supressão na fase de desvio.
Na exotropia intermitente, o paciente alterna entre ortotropia com fusão binocular normal e exotropia com supressão, o que geralmente preserva a visão e evita a ambliopia.
A exotropia intermitente (XT) é a forma mais comum de divergência manifesta na infância. Ela é caracterizada por uma fase de controle (foria) e uma fase de manifestação (tropia), frequentemente desencadeada por fadiga, doença ou distração. Um sinal clínico clássico é o fechamento de um dos olhos em ambientes com luz solar intensa (fotofobia), possivelmente para evitar a diplopia ou reduzir o estímulo visual que quebra a fusão. O tratamento pode envolver observação, correção refrativa, exercícios ortópticos ou cirurgia, dependendo da frequência da manifestação e da qualidade da fusão remanescente.
Na fase de exoforia (quando os olhos estão alinhados pelo esforço fusional), o paciente geralmente apresenta fusão bifoveal e estereopsia (visão de profundidade) normais. Isso indica que a correspondência retiniana é normal e que o sistema visual é capaz de manter a binocularidade enquanto o desvio está compensado.
Quando o desvio se manifesta (fase de exotropia), o cérebro ativa um mecanismo de supressão monocular do olho desviado para evitar a diplopia e a confusão visual. Essa supressão é facultativa, ocorrendo apenas quando o olho está em posição divergente, e desaparece assim que o alinhamento é recuperado.
No tipo 'Excesso de Divergência', o desvio para longe é significativamente maior do que para perto. Já na 'Insuficiência de Convergência', o desvio para perto é maior do que para longe. Existe ainda o tipo 'Básico', onde o desvio é aproximadamente igual em ambas as distâncias.
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