CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2020
As fotografias abaixo são da posição primária do olhar e realizadas no mesmo dia. Com relação à afecção representada nas imagens, assinale a alternativa correta.
Exotropia intermitente → Fechamento de um olho na claridade para evitar diplopia e confusão visual.
O fechamento monocular sob luz solar intensa é um sinal clássico de exotropia intermitente, ocorrendo para eliminar a diplopia quando o desvio se manifesta.
A exotropia intermitente é o tipo mais comum de estrabismo divergente na infância. Ela se caracteriza por fases de ortotropia (alinhamento) alternadas com fases de exotropia, geralmente desencadeadas por cansaço, doença ou, como mencionado, luz solar intensa. O diagnóstico diferencial envolve outras formas de exotropia e desvios cicloverticais. O sinal do fechamento ocular é tão característico que muitas vezes o diagnóstico pode ser sugerido apenas pela anamnese com os pais. O manejo clínico foca em preservar a binocularidade e a estética ocular.
Este é um fenômeno clássico da exotropia intermitente. Sob luz intensa, os mecanismos de fusão binocular são frequentemente rompidos, fazendo com que o desvio divergente se torne manifesto. Para evitar a diplopia (visão dupla) ou a confusão visual que ocorre quando os olhos não estão alinhados, a criança fecha reflexamente o olho desviado. Além disso, a luz brilhante reduz a sensibilidade ao contraste, dificultando o esforço fusional necessário para manter os olhos em posição primária.
O risco de ambliopia na exotropia intermitente é significativamente menor do que na esotropia (desvio para dentro). Isso ocorre porque, na maior parte do tempo, os olhos estão alinhados e a criança desenvolve uma visão binocular normal e boa acuidade visual em ambos os olhos. A supressão do olho desviado ocorre apenas nos momentos em que o desvio está manifesto, o que geralmente não é suficiente para causar um déficit permanente de desenvolvimento visual (ambliopia), a menos que o desvio se torne constante muito cedo.
O tratamento depende do controle do desvio e da frequência com que ele ocorre. Opções iniciais incluem a correção de erros refrativos (especialmente miopia, para estimular a acomodação e convergência) e, às vezes, o uso de lentes negativas (over-minus) para forçar a convergência acomodativa. Exercícios ortópticos podem ajudar no controle fusional. O tratamento cirúrgico é indicado quando o controle do desvio piora, a frequência da exotropia aumenta ou há perda da estereopsia (visão de profundidade).
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