Exotropia Consecutiva: Causas e Contexto Pós-Cirúrgico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

A exotropia consecutiva é aquela que aparece após:

Alternativas

  1. A) Procedimento cirúrgico para correção de esotropia
  2. B) Fratura de órbita
  3. C) Perda da visão em um dos olhos
  4. D) Lesão neurológica do terceiro nervo craniano

Pérola Clínica

Exotropia consecutiva = desvio para fora (XT) após cirurgia para corrigir desvio para dentro (ET).

Resumo-Chave

A exotropia consecutiva é uma forma de estrabismo divergente que surge como resultado de uma hipercorreção cirúrgica em um paciente previamente esotrópico.

Contexto Educacional

O estrabismo é classificado não apenas pela direção do desvio, mas também pela sua etiologia. A exotropia (XT) pode ser primária, secundária (sensorial) ou consecutiva. A exotropia consecutiva representa um desafio para o cirurgião de estrabismo, pois reflete uma mudança na dinâmica muscular ocular após o procedimento inicial. É mais comum em pacientes que foram operados para esotropia infantil ou acomodativa e desenvolveram uma divergência ao longo dos anos ou imediatamente após a cirurgia.

Perguntas Frequentes

O que causa a exotropia consecutiva?

Ela é causada por uma resposta excessiva à cirurgia de correção de esotropia (desvio para dentro). Pode ocorrer devido a um enfraquecimento excessivo dos músculos retos mediais ou um fortalecimento excessivo dos retos laterais, levando o olho a desviar para fora no período pós-operatório.

Qual a diferença entre exotropia consecutiva e sensorial?

A exotropia consecutiva segue uma intervenção cirúrgica para esotropia. Já a exotropia sensorial (ou secundária) ocorre quando um olho perde a capacidade de fixação devido à baixa visão profunda (ex: catarata congênita não tratada ou cicatriz macular), tendendo a desviar para fora com o tempo.

Como é o manejo da exotropia consecutiva?

O manejo inicial pode envolver observação (pois alguns casos regridem), uso de prismas ou correção refracional. Se o desvio persistir e for esteticamente ou funcionalmente significativo (causando diplopia), uma nova intervenção cirúrgica para reajustar os músculos oculares pode ser necessária.

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