IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Existem poucas contraindicações absolutas ao aleitamento em seio materno. Assinale a alternativa que apresenta uma delas:
HTLV-1/2 e HIV = Contraindicações ABSOLUTAS ao aleitamento materno no Brasil.
A infecção por HTLV-1 é uma contraindicação absoluta devido ao alto risco de transmissão viral pelo leite e desenvolvimento de leucemia/linfoma ou mielopatia no futuro.
O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes infantis, mas existem cenários específicos onde o risco de transmissão de patógenos supera os benefícios nutricionais e imunológicos. No Brasil, as contraindicações absolutas permanentes são a infecção por HIV e HTLV-1/2. Outras situações como o uso de drogas ilícitas, quimioterapia ou radioterapia também suspendem o aleitamento. Condições como Sífilis, Tuberculose e Herpes possuem recomendações de suspensão temporária ou cuidados específicos, mas não são contraindicações absolutas permanentes após o início do tratamento adequado ou resolução das lesões.
O HTLV-1 (Vírus Linfotrópico Humano de Células T do tipo 1) é transmitido eficientemente através dos linfócitos presentes no leite materno. A infecção precoce na infância está fortemente associada ao desenvolvimento de doenças graves na vida adulta, como a Leucemia/Linfoma de Células T do Adulto (ATL) e a Paraparesia Espástica Tropical (HAM/TSP). Por isso, no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a interrupção total do aleitamento para mães soropositivas para HTLV-1 ou HTLV-2.
Não. O Herpes Zoster só contraindica a amamentação temporariamente e de forma localizada se houver vesículas ativas na região da aréola ou mamilo de uma das mamas. Se as lesões estiverem em outros locais, elas devem ser cobertas, e a amamentação pode continuar na mama sadia. Após a crostificação de todas as lesões, a amamentação pode ser retomada normalmente.
A infecção por SARS-CoV-2 (COVID-19) não é contraindicação para o aleitamento materno. A recomendação atual é manter a amamentação, pois os benefícios superam os riscos de transmissão. A mãe deve adotar medidas de higiene, como lavagem das mãos e uso de máscara facial durante a mamada, para reduzir o risco de transmissão respiratória para o recém-nascido.
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