UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, a prevalência de lesão intraepitelial de alto grau no Brasil foi de 0,25% de todos os exames realizados e 9,7% de todos os exames alterados(BRASIL/MS/SISCOLO, 2010). Pode-se adotar a recomendação do INCA, 2006 denominada “ver e tratar ” na abordagem da paciente com esse diagnóstico. Sendo assim, entre os métodos excisionais, a EZT (exérese da zona transformação) NÃO pode ser realizada em casos de:
EZT NÃO é indicada se colposcopia insatisfatória (JEC não visível ou +2), pois a lesão pode não ser totalmente excisada.
A exérese da zona de transformação (EZT) é um procedimento excisional para lesões cervicais de alto grau. Sua realização depende de uma colposcopia satisfatória, onde a junção escamocolunar (JEC) e toda a lesão são visíveis. Se a JEC não for totalmente visível (ex: JEC +2), a EZT pode não remover toda a área afetada, sendo necessário considerar outros métodos como a conização.
As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero enfatizam a importância do diagnóstico e tratamento adequados das lesões pré-malignas para prevenir o câncer invasivo. A exérese da zona de transformação (EZT), que inclui procedimentos como LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure) ou CAF (Cirurgia de Alta Frequência), é um método excisional amplamente utilizado para o tratamento de lesões intraepiteliais de alto grau (LIG) no colo do útero. A eficácia da EZT depende criticamente de uma colposcopia satisfatória, onde a junção escamocolunar (JEC) – a área de transição onde a maioria das lesões se desenvolve – seja completamente visível. Se a JEC não for visível ou estiver muito endocervical (por exemplo, JEC +2, indicando que está 2 mm ou mais dentro do canal), a colposcopia é considerada insatisfatória. Nesses casos, a EZT pode não ser capaz de excisar toda a lesão, aumentando o risco de margens comprometidas e recorrência. Em situações de colposcopia insatisfatória, ou quando há suspeita de lesão glandular ou invasão, outros procedimentos como a conização a frio ou biópsias mais extensas podem ser necessários para um diagnóstico e tratamento adequados. A estratégia 'ver e tratar' é uma abordagem que permite o tratamento imediato após a identificação da lesão, mas sempre dentro dos critérios de segurança e visibilidade da lesão.
Uma colposcopia é considerada satisfatória quando a junção escamocolunar (JEC) é totalmente visível, permitindo a avaliação completa da zona de transformação, onde a maioria das lesões cervicais se origina. É crucial para a EZT porque garante que o procedimento excisional possa remover toda a lesão, incluindo suas margens, com segurança e eficácia.
A EZT é indicada para lesões intraepiteliais de alto grau (LIG) ou carcinoma in situ, quando a colposcopia é satisfatória, a lesão está restrita ao colo uterino, não há suspeita de invasão ou de lesão glandular, e a JEC é visível ou até 1 cm dentro do canal endocervical.
A JEC +1 indica que a junção escamocolunar está 1 mm dentro do canal endocervical, sendo ainda considerada visível e a colposcopia satisfatória. JEC +2 significa que a JEC está 2 mm ou mais dentro do canal, tornando a colposcopia insatisfatória, pois a extensão total da zona de transformação não pode ser visualizada adequadamente, o que contraindica a EZT.
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