AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
A atividade física aumenta a captação de glicose pelo tecido muscular, o que pode resultar em um melhor controle glicêmico, além de diminuir o estresse e ajudar na manutenção de peso de pessoas com diabetes mellitus tipo 2. Com relação ao exercício físico nesta população, é correto afirmar que
Exercício regular DM2 → ↓ HbA1c ~0,6%, melhora controle glicêmico e peso.
A prática regular de exercícios físicos é uma intervenção não farmacológica fundamental no manejo do diabetes mellitus tipo 2. Ela promove a captação de glicose pelo músculo, melhora a sensibilidade à insulina e, consistentemente, demonstra a capacidade de reduzir os níveis de HbA1c em cerca de 0,6%, contribuindo significativamente para o controle glicêmico e a saúde cardiovascular.
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. A prevalência global do DM2 está em ascensão, tornando seu manejo uma prioridade de saúde pública. Além da terapia farmacológica, modificações no estilo de vida, como dieta e exercício físico, são pilares fundamentais do tratamento. A atividade física regular desempenha um papel crucial no manejo do DM2. Ela aumenta a captação de glicose pelo tecido muscular, melhora a sensibilidade à insulina e reduz a resistência à insulina, contribuindo diretamente para a redução dos níveis de glicose no sangue. Além disso, o exercício auxilia na manutenção do peso, diminui o estresse e melhora o perfil lipídico e a saúde cardiovascular. Estudos demonstram que a prática de exercícios regulares pode reduzir os níveis de HbA1c em cerca de 0,6%, um efeito clinicamente significativo que complementa a terapia medicamentosa. As diretrizes recomendam pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada a vigorosa por semana, além de treinamento de força. A individualização do plano de exercícios e o monitoramento glicêmico são essenciais para garantir a segurança e eficácia da intervenção.
Recomenda-se pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada a vigorosa por semana, distribuídos em pelo menos 3 dias, sem mais de 2 dias consecutivos sem exercício, além de 2-3 sessões semanais de treinamento de força.
O exercício aumenta a captação de glicose pelos músculos independentemente da insulina, melhora a sensibilidade à insulina, reduz a resistência à insulina e contribui para a perda de peso, todos fatores que otimizam o controle glicêmico.
Os principais riscos incluem hipoglicemia (especialmente em usuários de insulina ou sulfonilureias), lesões musculoesqueléticas e, em casos raros, eventos cardiovasculares. É crucial uma avaliação médica pré-exercício e monitoramento glicêmico adequado.
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