CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Constitui indicação de exenteração orbitária:
Exenteração orbitária = remoção total do conteúdo da órbita indicada em tumores malignos invasivos refratários.
A exenteração orbitária é um procedimento mutilante indicado para neoplasias malignas agressivas que invadem a órbita a partir de estruturas adjacentes ou tumores primários que não respondem a tratamentos conservadores.
A exenteração orbitária é uma das cirurgias mais agressivas da oftalmologia e cirurgia de cabeça e pescoço. Ela é reservada para casos onde a preservação da vida do paciente depende da remoção completa de um processo neoplásico que ultrapassou os limites do globo ocular ou que se originou nos anexos e invadiu a órbita profundamente. As principais indicações incluem carcinomas espinocelulares de pele ou conjuntiva com invasão profunda, melanomas de conjuntiva agressivos e, classicamente, tumores de seios da face ou orofaringe que invadem a cavidade orbitária. O manejo pós-operatório exige suporte psicológico e reabilitação protética, dada a natureza desfigurante do procedimento.
A evisceração remove o conteúdo interno do olho, preservando a esclera e músculos. A enucleação remove todo o globo ocular, mas preserva os tecidos orbitários (músculos, gordura). A exenteração é a mais radical, removendo o globo ocular e todo o conteúdo da cavidade orbitária, incluindo gordura, músculos, nervos e, por vezes, as pálpebras e periósteo.
Tumores avançados da orofaringe, seios paranasais ou face podem sofrer extensão direta para a órbita através das paredes ósseas ou fissuras orbitárias. Quando essa invasão ocorre e o tumor não responde à radioterapia ou quimioterapia (tratamento conservador), a exenteração torna-se necessária para controle oncológico local e tentativa de sobrevida.
Raramente. O retinoblastoma é geralmente tratado com quimioterapia (sistêmica ou intra-arterial), braquiterapia ou enucleação se o tumor for intraocular. A exenteração só seria considerada em casos excepcionais de invasão orbitária maciça com falha terapêutica total, o que é incomum com os protocolos atuais.
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