Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023
Mulher, 25 anos, sem comorbidades prévias, chega a emergência com quadro súbito de dispneia em repouso e dor torácica pleurítica de forte intensidade de início há 3 horas. Nega quaisquer antecedentes mórbidos. Ao exame: PA: 120/80 mmHg, FC: 96 bpm e FR: 25 irpm. e SaO2 96%. Como você poderia excluir o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar nesta paciente?
Em paciente com baixa probabilidade pré-teste de TEP, D-dímero normal (ELISA) EXCLUI o diagnóstico.
O D-dímero é um excelente teste para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste. Um resultado normal, especialmente por métodos de alta sensibilidade como o ELISA, torna o diagnóstico de TEP altamente improvável, evitando exames mais invasivos e custosos.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A suspeita clínica de TEP é comum em emergências, mas o diagnóstico definitivo pode ser desafiador devido à inespecificidade dos sintomas. A estratificação de risco e o uso de ferramentas diagnósticas adequadas são cruciais para um manejo eficiente. A avaliação inicial de um paciente com suspeita de TEP envolve a estimativa da probabilidade pré-teste, geralmente utilizando escores clínicos como o de Wells ou Geneva. Para pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste, o D-dímero é um exame fundamental. Este marcador é um produto da degradação da fibrina e, quando normal (especialmente por métodos de alta sensibilidade como o ELISA), possui um alto valor preditivo negativo, permitindo a exclusão segura do diagnóstico de TEP. É importante ressaltar que o D-dímero elevado é inespecífico e não confirma o TEP, exigindo investigação adicional com exames de imagem como a angiotomografia de tórax. Para residentes, dominar o algoritmo diagnóstico do TEP, incluindo a correta aplicação do D-dímero e a interpretação dos escores de probabilidade, é essencial para evitar exames desnecessários e garantir um diagnóstico preciso e rápido.
O D-dímero é mais útil para excluir o TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste, conforme avaliado por escores clínicos como Wells ou Geneva. Um resultado normal torna o TEP improvável.
Os sintomas clássicos de TEP incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquipneia, taquicardia e, em casos graves, hipotensão e síncope. A apresentação clínica pode ser variada e inespecífica.
Além do D-dímero, a angiotomografia de tórax (angio-TC) é o padrão-ouro para confirmar TEP. Outros exames incluem ECG, gasometria arterial, ultrassom de membros inferiores e, em casos selecionados, cintilografia pulmonar.
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