Anatomia Cirúrgica do Reto: TME e Fáscias Pélvicas

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a alternativa correta sobre a anatomia cirurgica do cólon e do reto.

Alternativas

  1. A) A artéria retal média é ramo da artéria ilíaca externa.
  2. B) A fáscia pré-sacral também é conhecida como fáscia de Denonvilliers.
  3. C) As asas retais laterais contêm as artérias retais inferiores.
  4. D) Para excisão total do mesorreto, a dissecção deverá ser feita entre a fáscia própria do reto e a fáscia pré-sacra, evitando-se a violação da fáscia própria, o que aumenta significativamente a incidência de recorrência local.
  5. E) O cólon tem origem embriologica totalmente do intestino médio, e o reto tem sua origem do intestino posterior.

Pérola Clínica

Excisão total do mesorreto (TME) → dissecção entre fáscia própria do reto e fáscia pré-sacra para ↓ recorrência local.

Resumo-Chave

A excisão total do mesorreto (TME) é uma técnica cirúrgica crucial no tratamento do câncer retal. A dissecção precisa entre a fáscia própria do reto e a fáscia pré-sacra é fundamental para garantir margens cirúrgicas adequadas e minimizar a recorrência local, preservando estruturas nervosas e vasculares.

Contexto Educacional

A anatomia cirúrgica do cólon e reto é de suma importância para cirurgiões, especialmente na oncologia colorretal. A compreensão detalhada das fáscias pélvicas, como a fáscia própria do reto e a fáscia pré-sacral, é crucial para a realização de procedimentos como a excisão total do mesorreto (TME), que visa a remoção completa do tumor e do tecido linfático adjacente. A violação dessas fáscias pode aumentar o risco de recorrência local do câncer. A vascularização do reto também é complexa, com a artéria retal superior (ramo da mesentérica inferior), artérias retais médias (ramos da ilíaca interna) e artérias retais inferiores (ramos da pudenda interna). O conhecimento dessas origens e trajetos é vital para evitar hemorragias e garantir a perfusão adequada após anastomoses. A fáscia de Denonvilliers, localizada anteriormente ao reto, é outra estrutura anatômica relevante, especialmente em cirurgias para câncer retal masculino. Residentes devem dominar esses conceitos anatômicos para realizar cirurgias seguras e eficazes, minimizando complicações e otimizando os resultados oncológicos e funcionais. A prática e o estudo contínuo da anatomia pélvica são indispensáveis para a formação em cirurgia colorretal.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da fáscia própria do reto na cirurgia oncológica?

A fáscia própria do reto é a camada mais externa do mesorreto e sua integridade é crucial durante a excisão total do mesorreto (TME) para evitar a disseminação de células tumorais e reduzir a recorrência local do câncer.

Onde a dissecção deve ser realizada para uma excisão total do mesorreto (TME) adequada?

A dissecção para TME deve ser realizada no plano avascular entre a fáscia própria do reto (visceral) e a fáscia pré-sacral (parietal), garantindo a remoção completa do mesorreto com margens livres de tumor.

Quais são os ramos da artéria ilíaca interna relevantes para o reto?

A artéria retal média é um ramo da artéria ilíaca interna, enquanto a artéria retal inferior é ramo da artéria pudenda interna, que por sua vez é ramo da ilíaca interna, contribuindo para a vascularização retal.

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