SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Em relação à excisão total do mesorreto (ETM), feita por via abdominal convencional (ETMc) ou laparoscópica (ETMlap) ou transanal (ETMta), assinale a afirmativa INCORRETA.
ETMta é aliada em pelves estreitas e tumores baixos; neoadjuvância não a contraindica.
A ETM transanal (ETMta) é indicada justamente para casos difíceis (homens, obesos, tumores baixos). Neoadjuvância e tamanho do tumor não são contraindicações absolutas.
A Excisão Total do Mesorreto (ETM) revolucionou o tratamento do câncer colorretal. A técnica exige a dissecção no 'plano sagrado' entre a fáscia mesorretal e a fáscia pré-sacral. Enquanto a via laparoscópica trouxe benefícios de recuperação, ela apresenta limitações técnicas em tumores distais em pelves masculinas estreitas, onde a angulação dos instrumentos é difícil. A ETMta surgiu para superar essas limitações, permitindo que a dissecção comece pelo ânus (via transanal), garantindo uma margem distal precisa e facilitando o encontro com a dissecção abdominal. A segurança oncológica da ETMta é comparável à via convencional, desde que realizada por equipes treinadas. O conhecimento das indicações e limitações de cada via (aberta, lap, robótica ou transanal) é fundamental para a personalização do tratamento oncológico.
A ETM é o padrão-ouro cirúrgico para o tratamento do câncer de reto médio e baixo. Consiste na ressecção completa do reto junto com o tecido adiposo circundante (mesorreto), que contém linfonodos e vasos sanguíneos, mantendo a fáscia mesorretal íntegra. Essa técnica reduz drasticamente as taxas de recorrência local e melhora a sobrevida global dos pacientes.
A ETMta (TaTME) é especialmente indicada em casos onde a dissecção pélvica por via abdominal é tecnicamente difícil. Isso inclui pacientes do sexo masculino (pelve estreita), pacientes obesos (IMC > 30) e tumores de reto baixo. A via 'bottom-up' permite uma melhor visualização da margem distal e do plano de dissecção em relação à via laparoscópica convencional em pelves profundas.
As contraindicações para a ETMta incluem tumores que invadem o plano interesfincteriano (onde a preservação esfincteriana não é possível) ou casos que exigem exenteração pélvica. Diferente do que sugerem alguns distratores, o tamanho do tumor (>4cm) ou a realização de radioquimioterapia neoadjuvante não são contraindicações absolutas, sendo muitas vezes os cenários onde a técnica é mais útil.
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