Manejo de Queimaduras: Quando Indicar Excisão e Enxertia

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021

Enunciado

O cuidado local com a área queimada é, ao lado do atendimento inicial, o fator determinante da evolução do paciente queimado. Sobre tais cuidados,

Alternativas

  1. A) queimaduras de primeiro grau se caracterizam por hiperemia e dor intensa e devem ser tratadas com curativos oclusivos e trocas diárias.
  2. B) queimaduras que demorem mais do que 2 a 3 semanas para epitelização devem ser tratadas com excisão e enxertia.
  3. C) queimaduras de espessura parcial, atingindo as extremidades, podem necessitar de escarotomias para prevenir a síndrome compartimental.
  4. D) queimaduras de espessura total, desde que localizadas em áreas de pele mais frouxa, podem cicatrizar por contração da ferida sem o risco de sequelas significativas.
  5. E) Nenhuma das anteriores.

Pérola Clínica

Queimaduras com epitelização > 2-3 semanas → excisão e enxertia para evitar sequelas e infecção.

Resumo-Chave

Queimaduras que demoram mais de 2 a 3 semanas para cicatrizar espontaneamente são consideradas de cicatrização prolongada e têm alto risco de cicatrizes hipertróficas e contraturas. Nesses casos, a excisão da área queimada e a enxertia de pele são indicadas para acelerar o processo e melhorar o prognóstico funcional e estético.

Contexto Educacional

O cuidado local com a área queimada é um pilar fundamental no manejo do paciente queimado, influenciando diretamente a evolução e o prognóstico. A avaliação da profundidade da queimadura e o tempo estimado para a epitelização são cruciais para definir a conduta. Queimaduras de primeiro grau, por exemplo, afetam apenas a epiderme e cicatrizam espontaneamente em poucos dias, sem necessidade de curativos complexos. Queimaduras de espessura parcial superficial geralmente cicatrizam em até duas semanas. No entanto, queimaduras de espessura parcial profundas ou de espessura total que demorem mais de 2 a 3 semanas para epitelizar têm um risco elevado de desenvolver cicatrizes hipertróficas, contraturas e infecções. Nesses casos, a excisão cirúrgica da área queimada e a enxertia de pele são procedimentos essenciais para acelerar a cicatrização, reduzir a morbidade e melhorar os resultados funcionais e estéticos. A escarotomia é outro procedimento importante, indicado para queimaduras de espessura total circunferências em extremidades ou tronco que podem levar à síndrome compartimental, comprometendo a circulação ou a ventilação. O reconhecimento precoce da necessidade de intervenções cirúrgicas e o manejo adequado do cuidado local são determinantes para a recuperação do paciente queimado e a prevenção de sequelas a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são as características das queimaduras de primeiro grau e seu tratamento?

Queimaduras de primeiro grau afetam apenas a epiderme, causando hiperemia, dor e ausência de bolhas. O tratamento é sintomático, com analgésicos e hidratação, sem necessidade de curativos oclusivos ou trocas diárias, pois cicatrizam em poucos dias.

Quando a escarotomia é indicada em pacientes queimados?

A escarotomia é indicada em queimaduras de espessura total (ou espessura parcial profunda) circunferências em extremidades, tronco ou pescoço, que causam compressão vascular ou respiratória, levando à síndrome compartimental. Ela alivia a pressão e restaura a perfusão.

Por que queimaduras de espessura total não cicatrizam por contração sem sequelas?

Queimaduras de espessura total destroem todas as camadas da pele, incluindo os anexos cutâneos, impossibilitando a reepitelização espontânea. A cicatrização por contração leva a cicatrizes densas, disfuncionais e contraturas graves, necessitando de enxertia para restaurar a função.

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