FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Paciente masculino, 70 anos com história de pirose foi submetido a endoscopia digestiva alta que revelou blastoma gástrico cuja biópsia diagnosticou adenocarcinoma. Qual conjunto de características poderia indicar a excisão endoscópica dessa neoplasia com objetivo curativo?
Adenocarcinoma gástrico precoce curável por endoscopia → tipo intestinal, restrito à mucosa, sem invasão linfática, não-ulcerado.
A excisão endoscópica curativa para adenocarcinoma gástrico precoce é reservada para lesões com baixo risco de metástase linfonodal. Critérios rigorosos, como tipo histológico intestinal, profundidade limitada à mucosa e ausência de ulceração ou invasão linfática, são essenciais para garantir a radicalidade do tratamento.
O adenocarcinoma gástrico é uma neoplasia maligna comum, e sua detecção precoce é fundamental para o sucesso terapêutico. A excisão endoscópica, como a mucosectomia ou dissecção submucosa endoscópica (ESD), representa uma opção curativa para lesões em estágios muito iniciais, especialmente no câncer gástrico precoce, que é definido pela invasão limitada à mucosa ou submucosa, independentemente do status linfonodal. A seleção rigorosa dos pacientes é crucial para evitar subtratamento e garantir a radicalidade oncológica. A fisiopatologia do adenocarcinoma gástrico envolve uma complexa interação de fatores genéticos, ambientais e infecciosos, como a infecção por Helicobacter pylori. O diagnóstico é estabelecido por biópsia durante a endoscopia digestiva alta. Para a indicação de excisão endoscópica curativa, critérios específicos são avaliados, incluindo o tipo histológico (preferencialmente intestinal), a profundidade da invasão (restrita à mucosa), a ausência de invasão linfática ou vascular, e características macroscópicas como a ausência de ulceração. A presença de ulceração pode indicar um comportamento biológico mais agressivo ou maior profundidade de invasão. O tratamento do adenocarcinoma gástrico varia desde a excisão endoscópica para lesões precoces selecionadas até a gastrectomia cirúrgica com linfadenectomia para estágios mais avançados. O prognóstico é significativamente melhor em casos de detecção precoce e tratamento adequado. Para residentes, é vital compreender os critérios de seleção para a excisão endoscópica, pois a escolha terapêutica incorreta pode levar à recidiva da doença ou à necessidade de cirurgia mais extensa, impactando a qualidade de vida do paciente.
Os principais critérios incluem tipo histológico intestinal, tumor restrito à mucosa, ausência de invasão linfática e ausência de ulceração. Lesões maiores ou com invasão submucosa geralmente requerem cirurgia.
O tipo intestinal de Lauren geralmente apresenta um padrão de crescimento mais organizado e menor potencial de metástase linfonodal em estágios iniciais, comparado ao tipo difuso, que é mais agressivo.
A ausência de invasão linfática é crucial porque a presença de células tumorais nos vasos linfáticos indica um risco elevado de metástase para linfonodos regionais, tornando a excisão endoscópica insuficiente para a cura.
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